Meu amor por cachorros…

Eu amo cachorros, sempre amei e sempre vou amar. É um amor incondicional, pois mesmo que briguemos com eles, eles sempre estarão lá, abanando o rabinho e prontos para te perdoar.

Sempre tive cachorros da raça Fox Paulistinha, e quando me mudei pra cá, eu tinha a Nina, que comprei quando ela tinha apenas 29 dias! Doeu meu coração ter que deixá-la, mas com certeza, se eu tivesse trazido ela pra cá, quem estaria com o coração quebrado seria meu pai. Então fico tranquila que ela esteja por lá, muito bem cuidada pela minha família.

Depois que eu e o Jon nos casamos, em Julho de 2011, e com a certeza que ficaria aqui nos EUA definitivamente, resolvemos adotar um cachorro. No começo, eu queria comprar um French Bulldog, mas um filhote custa em torno de 3mil dólares!

Foi então que pensamos em Greyhounds, que são aqueles cachorros de corrida. No Brasil, são conhecidos como Galgos. O Jon sempre teve vontade de adotar esta raça, ele tinha até livros sobre o assunto, pois após os Greyhounds se aposentarem, muitos deles são sacrificados. Segundo a NGA (National Greyhound Association), 12 mil Greyhounds são sacrificados anualmente. Dói o meu coração pensar que depois do dono ganhar dinheiro com o cachorro, eles simplesmente são descartados como se não significassem nada.

Aqui nos EUA, existem muitas ONG’s que pegam os cachorros que seriam descartados, cuidam deles até que sejam adotados. Muitos deles chegam nas ONG’s com patas, costelas e outros ossos quebrados. É de chorar de dó.

Então, em Agosto de 2011, entramos em contato com a ONG Greyhound Rescue and Rehabilitation de NY, e adotamos a Teardrop Lass, de 4 anos! Queríamos mudar o nome dela, mas acabou ficando Teardrop mesmo, ou TD (lê-se TIDI) para os íntimos! A Teardrop correu cerca de 130 corridas entre 2009 e 2011 e ganhou muitas delas. Quando ela chegou em casa, ela não sabia subir ou descer escadas, não sabia andar no piso liso de madeira e não sabia o que fazer com os brinquedos, tudo isso porque durante o tempo em que eles são corredores, eles vivem numa pequena gaiola, e só saem para treinar.

Em Outubro de 2011, já apaixonada pela Teardrop, resolvemos ajudar a ONG, “fostering” (cuidar até que encontrem alguém para adotar) a Ellie, uma Greyhound de 2 anos que tinha acabado de chegar de West Virginia. Mas não teve jeito, nos apaixonamos pela Ellie e no Natal, o Jon me deu ela de presente :D O engraçado é que a Ellie e a Teardrop são totalmente diferentes: a Ellie é super brincalhona e palhaça, a Teardrop é mais quieta e calma.

Veja no vídeo abaixo (em inglês), a história da Shaula, hoje conhecida como Squirt, uma Greyhound e ex-corredora que sobreviveu quase 1 mês sem água ou comida e foi resgatada pela ONG que adotamos a Teardrop e a Ellie. Tive o prazer de conhecer essa lutadora pessoalmente, é uma querida que hoje vive no Canadá.

Se Deus quiser, um dia este “esporte” cruel será proibido aqui nos EUA e em todos os países em que é considerado legal.

Por Patricia Yuri.

 

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8 responses to this post.

  1. Posted by Sâmela Silva on 20/01/2012 at 9:40 AM

    Não da pra acreditar nessas crueldades. Quando é q coisas como rodeios, touradas e essas corridas vão acabar, hein?! Isso me revolta! Ainda bem que existem estas instituições e pessoas como vc pra adotar estes bichinhos lindos! … Mas, se um dia vcs forem morar no Brasil, vão levá-los com vcs?

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    • Sâ, infelizmente a corrida de cachorros aqui ainda é legal em alguns Estados, e as ONG’s de proteção aos Greyhounds lutam para que seja proibido no país todo. Teardrop e Ellie já são minhas queridas, se por um acaso um dia a gente se mudar para o Brasil, vai todo mundo!!! :D Sei que paga uma nota pra levar o bichinho e é uma baita burocracia (você tinha que contar isso num post, como você levou a Leona pra Moçambique!), mas o amor que eles tem por nós, não tem preço!

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  2. Paty, adorei o texto.
    Realmente um texto informativo e tocante. Conhecia essa modalidade de corrida, mas não sabia da crueldade. Linda atitude de vocês. Que Deus abençoe essa ação e que através de vocês e outros cachorrinhos lindos como o seu, tenham um lar.
    Estou na torcida para que esse evento termine, não posso imaginar tamanho olhar dos bichanos que meu coração aperta e caio no choro.
    Como posso ajudar daqui do Brasil? Existe algo que eu possa fazer?
    Mega beijo, com saudade e feliz por você e sua bela família.

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    • Pois é Pri, apesar de ser bonito ver os cachorros correndo e as pessoas se divertindo apostando em qual é o mais rápido, o que muitos nao sabem é o que acontece nos bastidores. Infelizmente muitos desses animais indefesos são sacrificados depois que não “fazem mais dinheiro” para o dono, e os que tem sorte, são enviados para as ONG’s que protegem os Greyhounds! Daí do Brasil, não tem muito o que fazer, pois acho que aí essa corrida não existe, certo!? Mas divulgando, como você fez no seu facebook, ja ajuda e muito, pois as pessoas terão a consciencia que este não é um esporte legal! Obrigado pelo comment e saudades de vcs! Um beijao :D

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  3. mto legal seu texto e sua contribuição aki no blog das mocinhas hehehe
    ta crescendo a ideia, hein meninas!!!

    Agora sobre o post em si: simplesmente absurdo…. não fazia ideia q isso acontecia… triste e revoltante……

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  4. Oi Natália, obrigada pelo seu comment! Realmente é triste e revoltante, e a forma que achei de ajudar esses pobres bichinhos, foi adotando dois! haha! São duas meninas lindas que só trazem alegria ao meu dia, quando me sinto sozinha! :D

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  5. Posted by Rosilene Oliveira on 22/01/2012 at 2:16 AM

    Uhu, vou acompanhar as aventuras da Pat e seus cachorros por aqui.

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  6. Posted by Edna Bonassi on 02/02/2012 at 4:50 PM

    É! em todos os lugares tem-se problemas com os pets. Eles são tão importantes e maravilhosos. Ah! vc não acredita, acho que um pouco antes da minha viagem, íamos na Clínica Veterinária Interlagos todos os dias, pq o Nino está com diabetes e estavámos medindo para chegar numa medida ideal de insulina. E nessas idas, ao chegarmos, logo em seguida saiu uma moça com o pai e um cachorro; aí o Flavio achou que era sua irmã com seu pai (o Flavio tem excelente memória fotográfica) aí ele perguntou para a recepcionista o nome da moça e ela confirmou que era Hirahata. Foi uma pena que foi tudo mto rápido – eles saindo e nós entrando, senão teríamos puxado um papinho com eles. Bjs

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