Ilha Xefina e as ruínas de um presídio da época colonial

Uma das boas surpresas de Maputo foi encontrar um grupo de caminhadas, o Moçambique Aventura! Ótimo pra saúde e pro meu noivo-fotógrafo, que aproveita todas as paisagens! O primeiro passeio que fizemos com eles foi para a Ilha Xefina, facilmente avistada das estradas que margeiam Maputo. Com esta visão, da pra ver como ela fica pertinho da costa:

Grupo de Caminhada “Moçambique Aventura”.

Foram 15 minutos de barco do Clube Marítimo, em Maputo, até a ilha. Super pertinho! Pra fazer o passeio, tivemos que alugar um barco particular com o grupo, já que não há nenhum passeio turístico formal e periódico (pelo menos, eu não encontrei). Fomos com roupas leves, tênis e levamos protetor solar, repelente, lanchinhos e água. A ideia era dar uma volta completa na ilha mas fizemos uma grande parada para ver a maior atração: as ruínas de um antigo presídio do tempo colonial.

Um dos enormes canhões da ilha.

Xefina é conhecida por ter aprisionado vários nacionalistas moçambicanos, que se opunham ao regime colonial português. Em 1833, os nativos conseguiram conquistar a fortaleza de Lourenço Marques (como era chamada a cidade de Maputo nos tempos coloniais) e, o então governador português, Dionísio António Ribeiro, se refugiou na ilha mas mesmo assim foi capturado e morto. Enquanto caminhávamos, dava pra imaginar e sentir o clima pesado daquela época. As ruínas são lindas e sinistras.

Essa não é uma foto muito segura, mas não deu pra resistir!

A caminhada foi ótima, cerca de 2h30. A única coisa é que caminhar cerca de 6,2 km² na areia, torna o esforço muito maior e no final eu cheguei exausta! :) O legal do grupo é que você conhece gente nova e com interesses parecidos, foi nessa caminhada que conheci uma grande amiga, Andreia Costa! ;)

Prova do meu cansaço! hehehe

O passeio vale muito a pena, a ilha fica cerca de 5km da Costa do Sol (Maputo). Mas ATENÇÃO: é bom fazer este passeio logo! Estudos mostram que devido as alterações climáticas, esta belezura pode desaparecer. Isso mesmo, a ilha Xefina pode ser engolida pelo Índico. Informe-se pois as ruínas também ficam alagadas em tempo de maré alta, impossibilitando a caminhada dentro das mesmas. Quando for, recolha o seu lixo e respeite o lugar, pois há moradores na ilha.

A gente quis tirar foto neste canhão, pra chegar foi díficil, quase uma escalada! Na hora de descer, a ajudinha do grupo foi muito bem-vinda!

E aí, deu medo ao imaginar o que pode ter acontecido dentro destas belas, antigas e assustadoras estruturas?

 Sâmela Silva, direto de Maputo, Moçambique.

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4 responses to this post.

  1. Posted by Andreia on 07/02/2012 at 8:32 PM

    É verdade, foi neste dia que nos conhecemos. E eu que quase não fui nesta caminhada. Ainda bem que não desisti.
    Eu me lembro bem que senti uma empatia logo de cara com vocês dois, e por isso quis me aproximar mais. Valeu. Saudades.

    Responder

  2. Posted by Nat Fox on 08/02/2012 at 10:17 AM

    aaaii sua cara participar de um grupo de caminhada rumo a uma ilha com ruinas… tipo, junta td q vc eh: aventureira, preocupada com a saúde e interessada em história… esse passeio eh um resumo de vc! kkkkkkkkk

    Responder

    • Posted by Sâmela Silva on 08/02/2012 at 1:13 PM

      Obrigada pelos elogios, amiga! Mas no quesito “cuidar da saúde” andamos relaxando aqui… Mas já começamos a mudar o cenário, em breve estaremos em forma de novo! heheh

      Responder

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