Home, sweet homeSTAY.

Quem viaja ao exterior para estudo tem algumas opções de acomodação, mas a opção que te dá mais vivência e proximidade com a cultura em questão sem dúvida é se hospedar em homestay. Você acaba vivendo, respirando, comendo e no meu caso “brincando”, utilizando a língua nativa e absorvendo tudo sem perceber. Fui premiada com uma família completa – Pai, mãe, 2 irmãos 1 irmãzinha e de quebra uma vovó. Foram extremamente acolhedores e compreensivos com meu “sorry i didn’t understand” (e olha que foram muitos).

A estrutura da casa era maravilhosa. Havia mais ou menos uma divisão – andar de cima para a família e na parte de baixo, onde dividi com uma outra estudante, uma mini casa com quarto individual, sala de estudos, banheiro e uma cozinha. Um luxo!

No primeiro dia, os “Parsons” (sobrenome da família) fizeram questão de nos levar (eu e a outra estudante) para um belo e inusitado passeio. Fizemos um pique nique, em uma praia de areia negra e depois uma longa trilha. Este passeio foi ótimo para quebrar o gelo entre todos os envolvidos, principalmente entre eu e a outra estudante da Coréia.

Praia de Areia Negra

Já dá para ter uma ideia de quão fofos eles foram?
Tentei me “camuflar” ao máximo e entrar na rotina deles. Fiz compras com a mãe, preparei uma festa surpresa para a filha, vi filme com as crianças, contei história para dormir…E o mais legal – em inglês (óbvio!)

E parece que me aceitaram. Todos os dias a “Rochelle” perguntava sobre meu dia, o que aprendi, o que fiz, se estava bem… Como minha mãe mesmo. Muitas vezes me senti em casa (não 100% pois isso é difícil). Tentei passar um pouco de minha cultura também como o simples fato de comer abacate com açúcar (na Nova Zelândia eles comem como salada), ensinar a fazer caipirinha e a jogar futebol de botão.

Ai vocês me perguntam – Mari, foi fácil se encaixar na rotina deles?

Eu e os Parsons!

Foi fácil pois estava propensa a este tipo de experiência. Quando você faz um intercâmbio, e se hospeda em homestay, precisa estar com a mente aberta (como dito num post anterior), pois não é um “hotel” comum, se pensar friamente, você invade a privacidade de uma família completamente estranha, em um lugar estranho com cultura (e língua) diferente. Por exemplo: não usam sal na comida e quando usam tempero usam muita pimenta; não bebem suco ou refrigerante, apenas água; os horários são diferentes (as 21h estão todos na cama e eu tinha de fazer silêncio para não acordar as crianças…). São pequenas coisas diferentes que fazem parte da experiência em si – conhecer e aceitar o novo.

Com certeza sentirei saudades da minha “sweet homestay”.

E aí, prontos para embarcar numa aventura dessas? Fiquem a vontade para me enviar dúvidas!

 

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!

 

Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

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4 responses to this post.

  1. Que legal, Mari! Pelo visto vc aproveitou bem sua temporada na Nova Zelândia.
    Eu nunca fiz intercâmbio, mas sempre imaginei que não seria nada fácil morar com pessoas completamentes desconhecidas, com outros costumes e tal.
    Fiquei curiosa, eles não colocavam sal na comida, vc comia assim mesmo pra não ofendê-los ou dava um jeitinho de colocar um pouquinho de sal no seu?
    Que bom que vc falou de suas experiências aqui pra gente.
    bjo;)

    Responder

  2. Daisyschaefer obrigada pelo comentário!
    Esta parte (comida) foi um tanto quanto diferente. Lá eles são extremamente saudáveis – nada de fritura, nada de carne vermelha (isto foi o mais difícil), nada refrigerante ou suco, nada de muito açúcar e muito menos sal. A unica vez que tentei colocar sal em uma espiga de milho a homestay disse “isto faz mal a sua saúde” fiquei sem graça e não coloquei. Fui me acostumando e o resultado foi alguns quilinhos a menos.
    Bjs =)

    Responder

  3. Muito legal saber sobre sua experiência Mari! Acho q vai ajudar quem estiver pesquisando sobre como é ir morar fora neste estilo! Acho q em breve tbm vou fazer isso mas na África do Sul, já anotei as dicas! ;)

    Responder

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