A “chica”- Dolores Hidalgo

O tema aí em cima pode ser considerado não muito sério por algumas pessoas mais entendidas da história mexicana, ou ainda podem achar que estou debochando desse país tão rico em cultura, mas garanto, não é uma coisa e nem outra. Somente não estou disposta a deixar os meus posts com um ar tão sério que chegue a ser sem graça e ninguém se interesse em ler. A leitura no nosso blog (posso falar pelos meus posts) tem que ter certa desenvoltura e é obrigatório que seja uma leitura leve, afinal se alguém quisesse explicações ao pé da letra,iria buscar  no Wikipédia ou em qualquer outra página da internet onde aí sim muitas leitura levam um tom mais sério e aprofundado.  Para quem busca um pouco de conhecimento e gosta de descobrir a vida fora da caixa, segue mais um post direto do México, aliás, direto de Dolores Hidalgo.

Túmulo do Cantor Mexicano José Alfredo Jiménez

Sobre o Passeio e a Cidade

Um dia desses fomos a uma cidadezinha chamada Dolores Hidalgo. Todos me falavam sobre a história e de como a cidade era pequenina, mas chegando a Hidalgo, constatei que a cidade era bem mais pequena do que eu imaginava. A cidade tem cerca de 54 mil  habitantes (mas parece ter bem menos!) e o interessante é que depois de passar no centro, onde fica o jardim principal com sua igreja estilo barroca maravilhosa a impressão que dá é que acabou a cidade – mas fiquem tranquilos, ela não acaba aí, somente depois de algumas quadras! RSS!

Dolores Hidalgo é uma cidade que tem sua história espalhada por todos os cantos. Se você for passear um dia ali, você notará que as casas e toda sua arquitetura está congelada no inicio do século passado, alguns pontos da cidade até parecem da “cidade cenográfica do projac!” . Considerada berço da Independência Mexicana,  foi ali nessa cidade que aconteceu o famoso “Grito de Dolores” – um marco cronológico para o inicio da guerra contra Nova Espanha em 16 de setembro de 1810.

Falando um pouco mais sobre o cotidiano de Dolores

A cidade tem alguns restaurantes de comida típica e depois de comer é correr para se deliciar com os famosos sorvetes dos mais variados e estranhos sabores que são vendidos por todos os lados em sorveterias convencionais, ou em “carrinhos” que ficam “estacionados” por toda a praça da cidade. Tem de tantos sabores que dá pra ficar na dúvida na hora de escolher. Se você é do tipo que gosta de experimentar sabores diferentes então você precisa provar os sorvetes de Dolores. Os sabores mais excêntricos que vi, foram de camarão e rosas, mas também tem de tequila, cerveja, queijo e pimenta. Ficou com água na boca? Eu, confesso que sou mais conservadora e fiquei nos sabores tradicionais mesmo. J

Depois dos sorvetes é hora de ir conhecer os pontos turísticos, que não são muitos. Como a cidade é bem histórica, você irá encontrar alguns lugares que vale a pena passar, sendo eles a Paróquia de Nossa Senhora de Dolores e em frente também está a Estátua de Dolores – o Museu Casa de Miguel Hidalgo y Costilla (nessa casa viveu o sacerdote Miguel Hidalgo  que teve um importante papel na guerra de Independência do México )- na casa ainda estão  conservados os documentos importantes e a mobília original da casa. Também existe na cidade o museu da Independência Nacional, A casa de Visitas entre outros. O mais interessante pra mim foi em saber que um dos pontos turísticos da pequena Dolores é o cemitério da cidade, onde está enterrado um dos seus conterrâneos mais importantes, o cantor José Alfredo Jiménez – ele é considerado o maior cantor de música caipira do México de todos os tempos. O túmulo do dito cujo, é um enorme sombrero e uma echarpe colorida. Diferente não é? Eu nunca havia visto nada parecido. Em cada cidade, em cada cantinho do México (especialmente do estado de Guanajuato) vejo que a história apesar de estar muito entrelaçada, sempre mostra algo diferente, algo que deixa o que já sabemos ainda mais bonito e interessante de se conhecer.

Embaixo, segue algumas fotos dessa visita na cidade à “Dolores Hidalgo”. Uma das coisas que mais gosto de encontrar nessas cidadezinhas e suas praças são os aglomerados de balões coloridos, de todos os tipos e  formas – não são lindos? Eu adoro!

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Maira Gardini, direto de Celaya, México.

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