Arquivo por Autor

O Amor e a Amizade estão no Ar!

AMISTAD2

Vamos aproveitar a energia do Amor no Ar!
Nós do A Grama da Vizinha, desejamos à todos muito Amor e muitas noites dormidas de conchinha com quem amamos!

Beijos a todos!

A Grama da Vizinha

A vida é feita de Idas e Vindas…

“Porque o mais importante são as lembranças que carregamos com a gente!”

Idas e VindasEstou de volta México!

Depois de meses ausente no blog e também ausente no México, hoje decidi escrever sobre minhas férias no Brasil e a minha volta nesse país tão lindo que aprendi amar de verdade – o México.

Fiquei quase três meses no Brasil. Vi muita gente, matei a saudade que estava me apertando havia meses de pessoas que não via há anos. Foram momentos com os sentimentos a flor da pele. A casa cheia, a família reunida – todas essas coisas que não têm um preço material – passar o Natal e o Ano Novo com todos eles foi o melhor presente que eu recebi em anos! Momentos e mais momentos inesquecíveis! Na chegada lágrimas de felicidade – na partida lágrimas bem doloridas, de um adeus, um até logo que não se sabe quando será o “logo”. Tudo, todos os momentos foram lindos e perfeitos ao lado de pessoas especiais, ao lado da minha família que está longe de ser perfeita, mas é a mais perfeita pra mim.

A família faz muita falta em alguns momentos quando se vive longe da sua “terra adorada”. Realmente só quem vive em outro país e convive com uma cultura diferente da sua é que sabe o quanto dói a saudade da sua terra. A saudade vem em forma de lembranças, de cheiros, de memórias que a gente nem sabia que existia mais – mas elas se mostram bem vivas quando se passa meses, anos longe de tudo o que você está acostumado a viver na sua rotina, em seu país de origem.

Queria tanto que chegasse logo novembro de 2012 que fiz as malas antes da hora, levei coisas que nem por um instante eu cogitei em usar lá, mas que tinha que levar de qualquer maneira, fiz coisas que há muito tempo não fazia – como rever amigos dos tempos da infância e abraçar um irmão que não via à mais de cinco anos. Coisas que a gente acha que não tem mais a mesma importância do que antes, mas só se dá conta da dimensão da importância quando de fato você está ali, cara a cara com todas essas cenas. Os sentimentos foram muitos – alguns nem valem a pena lembrar – outros, de verdade valeram todos os meus dias no Brasil. É tão bom quando tudo o que se está vivenciando nesses momentos é natural – a naturalidade pra mim é a palavra chave de tudo. Acho que tudo na vida é natural ou deveria ser. Tudo que se torna natural é leve, não é cansativo, não se enjoa. Por isso as minhas férias foram maravilhosas. Por que tudo aconteceu de uma forma tão natural, que quando eu vi já estava sentindo falta de “desayunar” (tomar café da manha) com minhas amigas e comer as deliciosas comidas mexicanas. Já me fazia falta minha casa e ter minha família (marido e filhos) toda reunida aqui na América do Norte. Já queria de volta a minha rotina pra mim, o que é bem natural de se acontecer quando se passa muito tempo longe da sua casa! Rsrsr…

Foi passando férias tão largas no Brasil que eu descobri que ainda quero viver algum tempo a mais no México e o que eu achava ser uma despedida da terra dos mariachis, se tornou mais uma “bienvenida de vuelta” à “minha terra” e a minha natural rotina.

Agora sinto que estou de volta no meu aconchego e é tão bom quando, sendo uma expatriada, se descobre que o país em que se sente assim é aquele que você contava os dias pra ir embora no começo de uma difícil adaptação do ano de 2010. É bom saber que hoje tenho dois países que amo. Um, eu nasci e o amor por ele é maternal – o outro me ensinou como amá-lo. A vida é assim, um aprendizado atrás do outro e pra mim, isso significa que mesmo não sendo sempre fácil, podemos tirar boas lições de cada etapa que vivemos.

Decidi que em 2013 vou aproveitar ao máximo minha estadia aqui e que irei conhecer os lugares que tanto quero e que deixei de ir em todo 2012, então, isso significa que em breve terei novos posts de alguns lugares inusitados do México. Quero aproveitar esse post e desejar (meio tardio) à todos um maravilhoso 2013 e que esse seja o Ano de verdadeiramente fazermos as mudanças que sempre achamos necessárias, mas que, de uma forma ou de outra, não fizemos nos anos anteriores. Também é o ano de deixar ir embora com naturalidade tudo o que não devemos mais segurar e fazer de 2013 um ano surpreendente e inesquecível. :)

Agora é sério, estou de volta pro meu Aconchego! Estou de volta no Grama da Vizinha!

*Essa música não saiu do meu pensamento enquanto eu escrevia esse post!

De Volta Pro Aconchego
Elba Ramalho

Beijos a todos,

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Biquíni tão pequenininho?

Lembra daquela música : “Era um biquíni de bolinha amarelinha tão  pequenininho, mal cabia na Ana Maria“? Biquíni assim ” tão pequenininho” não desfilam nas praias desse lado de cá não, a não ser os das gringas! Rsrs!

Com o verão a todo vapor aqui no México, hoje decidi falar sobre moda praia, mais especificamente os Biquínis Mexicanos! Quer conhecer mais sobre os modelitos que desfilam nas praias mexicanas? Então, é só ler o post e conferir!

Há quase dois anos quando me mudei para o México, decidi deixar todos os meus biquínis no Brasil, já que estava indo morar num país onde talvez tenham as praias mais lindas do mundo – e isso não se limita exatamente a Cancún e seu emaranhado de “caribes mexicanos”. Na verdade o México está rodeado de belezas naturais lindíssimas e todas merecem a fama que tem. Quero muito conhecer “Baja Califórnia”, principalmente a praia de Los Cabos, onde vira e mexe suas paisagens são cenários de algum filme hollywoodiano.

Belezas de praias à parte, hoje quero mesmo é falar sobre os biquínis que as mexicanas usam para ir à praia e/ou a piscina. Então, como eu disse, eu deixei todos os meus biquínis no Brasil com a mudança de país, pensando que seria muito fácil comprar vários modelitos aqui na terra do guacamole.  Me enganei muito ao fazer isso. Não que aqui não se encontre biquínis com facilidade, aqui se encontram muitos modelos de várias estampas como em qualquer país do mundo (ou quase todos!) – o problema está em se adaptar aos modelos mexicanos! Assim que me deparei com os modelos da América do Norte, logo vi que teria imensa dificuldade em usá-los porque a mudança dos tamanhos e o excesso de tecido são enormes comparados aos da terrinha do pau-brasil. Fui de loja em loja e até em algumas cidades diferentes em busca de algum que fosse no mínimo parecido ou que condissesse com a minha idade, mas nada! Tudo o que eu achava eram modelos que para nós brasileiras pareciam mais da década de 60 ou sem exageros, com as calcinhas da minha avó – e olha que eu não sou adepta ao fio-dental, mas também aquele exagero de tecido na parte traseira era uma afronta para mim! Rsrs!  Toda vez que provava um modelo achava que jamais conseguiria usá-lo, mas tive que me render e comprar ao menos um, afinal eu teria que aproveitar o verão mexicano que nos presenteia quase todos os dias com sol até quase oito da noite. No final de tudo, percebi que apesar da moda ser globalizada, os costumes do país influenciam muito na hora de vestir alguma coisa.

Por isso a dica desse post é: se você vai passar férias em algum lugar do México que tenha praia, traga todos os seus modelitos de biquínis brasileiros se não quiser ficar com uma marca no bumbum parecendo que usou a calcinha da sua avó – mas se você gosta de um modelito, como posso dizer, mais clássico, você estará no lugar certo pra fazer altas compras! Rsrsr!   Bom, o  final da história é que “consegui” comprar um modelo “c hico” (pequeno) e o uso no clube e na piscina do condomínio “adaptando-o”(usem a imaginação! Kkkkkk) um pouco para um modelinho brasileiro. E a minha primeira lição nisso tudo foi: Quando mudar para um país que você não conheça, traga tudo o que você realmente achar necessário e insubstituível e a minha segunda lição: na minha próxima ida à terrinha, os biquínis são itens número um de compra da minha listinha made in Brazil!” :)

Este slideshow necessita de JavaScript.

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

A “chica”- Dolores Hidalgo

O tema aí em cima pode ser considerado não muito sério por algumas pessoas mais entendidas da história mexicana, ou ainda podem achar que estou debochando desse país tão rico em cultura, mas garanto, não é uma coisa e nem outra. Somente não estou disposta a deixar os meus posts com um ar tão sério que chegue a ser sem graça e ninguém se interesse em ler. A leitura no nosso blog (posso falar pelos meus posts) tem que ter certa desenvoltura e é obrigatório que seja uma leitura leve, afinal se alguém quisesse explicações ao pé da letra,iria buscar  no Wikipédia ou em qualquer outra página da internet onde aí sim muitas leitura levam um tom mais sério e aprofundado.  Para quem busca um pouco de conhecimento e gosta de descobrir a vida fora da caixa, segue mais um post direto do México, aliás, direto de Dolores Hidalgo.

Túmulo do Cantor Mexicano José Alfredo Jiménez

Sobre o Passeio e a Cidade

Um dia desses fomos a uma cidadezinha chamada Dolores Hidalgo. Todos me falavam sobre a história e de como a cidade era pequenina, mas chegando a Hidalgo, constatei que a cidade era bem mais pequena do que eu imaginava. A cidade tem cerca de 54 mil  habitantes (mas parece ter bem menos!) e o interessante é que depois de passar no centro, onde fica o jardim principal com sua igreja estilo barroca maravilhosa a impressão que dá é que acabou a cidade – mas fiquem tranquilos, ela não acaba aí, somente depois de algumas quadras! RSS!

Dolores Hidalgo é uma cidade que tem sua história espalhada por todos os cantos. Se você for passear um dia ali, você notará que as casas e toda sua arquitetura está congelada no inicio do século passado, alguns pontos da cidade até parecem da “cidade cenográfica do projac!” . Considerada berço da Independência Mexicana,  foi ali nessa cidade que aconteceu o famoso “Grito de Dolores” – um marco cronológico para o inicio da guerra contra Nova Espanha em 16 de setembro de 1810.

Falando um pouco mais sobre o cotidiano de Dolores

A cidade tem alguns restaurantes de comida típica e depois de comer é correr para se deliciar com os famosos sorvetes dos mais variados e estranhos sabores que são vendidos por todos os lados em sorveterias convencionais, ou em “carrinhos” que ficam “estacionados” por toda a praça da cidade. Tem de tantos sabores que dá pra ficar na dúvida na hora de escolher. Se você é do tipo que gosta de experimentar sabores diferentes então você precisa provar os sorvetes de Dolores. Os sabores mais excêntricos que vi, foram de camarão e rosas, mas também tem de tequila, cerveja, queijo e pimenta. Ficou com água na boca? Eu, confesso que sou mais conservadora e fiquei nos sabores tradicionais mesmo. J

Depois dos sorvetes é hora de ir conhecer os pontos turísticos, que não são muitos. Como a cidade é bem histórica, você irá encontrar alguns lugares que vale a pena passar, sendo eles a Paróquia de Nossa Senhora de Dolores e em frente também está a Estátua de Dolores – o Museu Casa de Miguel Hidalgo y Costilla (nessa casa viveu o sacerdote Miguel Hidalgo  que teve um importante papel na guerra de Independência do México )- na casa ainda estão  conservados os documentos importantes e a mobília original da casa. Também existe na cidade o museu da Independência Nacional, A casa de Visitas entre outros. O mais interessante pra mim foi em saber que um dos pontos turísticos da pequena Dolores é o cemitério da cidade, onde está enterrado um dos seus conterrâneos mais importantes, o cantor José Alfredo Jiménez – ele é considerado o maior cantor de música caipira do México de todos os tempos. O túmulo do dito cujo, é um enorme sombrero e uma echarpe colorida. Diferente não é? Eu nunca havia visto nada parecido. Em cada cidade, em cada cantinho do México (especialmente do estado de Guanajuato) vejo que a história apesar de estar muito entrelaçada, sempre mostra algo diferente, algo que deixa o que já sabemos ainda mais bonito e interessante de se conhecer.

Embaixo, segue algumas fotos dessa visita na cidade à “Dolores Hidalgo”. Uma das coisas que mais gosto de encontrar nessas cidadezinhas e suas praças são os aglomerados de balões coloridos, de todos os tipos e  formas – não são lindos? Eu adoro!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Uma noite com o Rei!

Foto: Cristiane Rachid

Na noite da ultima quarta feira, eu e o maridão  Paulo (junto com mais dois casais de amigos muito queridos brasileiros) fomos a um show do rei Roberto Carlos em Querétaro. Foi uma noite especial, maravilhosa! Eu que não era tão fa assim, saí do show completamente apaixonada pelo rei. Ele é de uma luz, de um carisma e simplicidade que poucas estrelas conseguem ter e manter depois de doses altíssimas de sucesso e fama – talvez seja esse o motivo do sucesso ser algo crescente em sua vida mesmo depois de anos de estrada – além do talento e voz inigualável. Fui surpreendida em tudo nesse dia. Ao chegar, pegamos uma fila enorme para estacionar e ainda tomamos um banho de chuva, já que nesse dia Querétaro nos brindou com uma chuvona, mas que também teve seu lado bom. Na fila para troca das entradas para o show encontramos mais um casal de amigos muito queridos que moram aqui em Celaya, a Cris e o Carlos ( ela me cedeu algumas fotos e o vídeo também é dela! Obrigada Cris!) e também conheci um mexicano que não me lembro do seu nome mas que me relatou do seu amor pelo Rei. Disse que onde o Roberto estiver aqui pela América do Norte ele vai ver. Que já tem mais 800 músicas dele e em vários idiomas e que agora estava se planejando ir a um cruzeiro de 26 a 30 de janeiro de 2013 que Roberto cantará . O Roberto faz parte de uma minoria da artistas que conseguem ser imortalizados ainda em vida e a sua longa trajetória nos demosntra o quão valiosa é a sua obra. Por tudo isso e muito mais ele merce todo o nosso respeito e admiração.

Quem “abre” o show é ilustríssimo maestro Eduardo Lages, simplesmente emocionante! Seu talento é visto a quilômetros de distância!  Depois disso o Rei aparece e começa cantar “Emoções” em espanhol e a maioria do repertório é quase todo em espanhol.  Ele cantou uma música que eu particularmente não conhecia que se chama “El gato triste y azul” .  Ele comentou durante o show que já foi premiado em algum festival de mil novecentos e bolinhas que ele participou  cantando essa música que faz muito sucesso aqui no México, mas que ele não conseguiu fazer uma versão em português para a mesma porque ele nunca viu um gato que voa e que é azul… hehehe! Foi um dos momentos de descontração da noite – mas tiveram outros, ele também apresentou sua banda inteira e contou algumas histórias dos músicos, já que a maioria está com ele na estrada faz muito tempo. Também gostei quando ele junto com a banda cantou parabéns para um dos seus músicos e alguém de sua equipe de staff e ainda os abraçou com muito carinho.   Ai Meus Deus, que tietagem… Hehehe! :)

O show durou cerca de uma hora meia, mais ou menos e depois de se despedir (pela primeira vez) o público pediu que ele cantasse a última e ele com toda a sua simpatia voltou umas três vezes. Mas o show só chega ao final  se ele jogar as rosas para sua plateia não é? Nessa altura do show já estávamos todas de pé e muitos já haviam chegado à borda do palco para tentar a proeza de conseguir uma rosa, foi aí que eu, e as amigas Priscila e Ivânia fomos também tentar a sorte!  Saímos correndo e conseguimos chegar bem pertinho do Rei,  aproveitei esse momento para tirar algumas fotos dele, mas a rosa por pouco eu não consegui – quem teve essa sorte foi a Ivânia. (Tem foto dela com a rosa no final). E ainda, a nossa amiga brasileira Cris nos filmou vendo os show, olha o vídeo que legal!

Foi muito divertido! Eu achei o máximo! Vi o show de um dos maiores ícones da música brasileira e fiquei maravilhada ao ver como os mexicanos idolatram o Rei Roberto Carlos. Casa cheia e as músicas na ponta da língua de todos! Não é a toa que ele leva  o título de Rei e existe uma imensidão de pessoas apaixonadas por sua obra. Um tesouro que se eternizou e que encanta gerações e gerações! Roberto Carlos sem dúvida é o maior artista do Brasil e seu legado é eterno!

E você, também gosta do Rei? Qual é a sua música preferida?  Tem alguma história envolvendo o seu amor pelo rei que tenha marcado a sua vida? Compartilhe, conte-nos a sua história!

Até a próxima aventura!

* Os nomes e as fotos citadas no texto, foram autorizados pelos mesmos!

 

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

30 de Abril – Día Del Niño!

Aqui no México, diferentemente do Brasil, o dia das crianças é comemorado no dia 30 de Abril, esse ano, nesta segunda-feira.  Nesse dia, os pais entregam a seus filhos um presente e existem várias comemorações nas escolas e em casa também. Aqui, no condomínio onde moramos, vamos fazer um dia especial “Del Niño”. Haverá um dia com pula-pula, guloseimas e uma pinhata cheia de doces para as crianças comemorarem.

O dia Del niño é comemorado em cada país com uma data diferente, mas a intenção é a mesma em todos: fazer com que se promova o bem- estar, a fraternidade e a compreensão e relembrar também todos os Direitos das Crianças. Encontrei no Wikipédia uma contradição entre as datas em que foi aprovada a Declaração dos Direitos das Criança. Em algumas páginas em português está que oficialmente a ONU comemora o dial Del niño (criança) em 20 de Novembro (graças à aprovação da Declaração dos Direitos da Criança) e em outras em español está como sendo dia 30 Abril. Não sei qual é a data correta e também não encontrei nenhuma explicação do por que dessa data ser comemorada aqui no dia 30 de Abril, a não ser por causa dessa data da declaração, o que sei é que já faz 40 anos que se comemora o dia del niño,  graças a aprovação da Declaração dos Direitos da Criança. Acho que não importa muito a data em que a Declaração foi aprovada pela ONU e sim que de fato ela foi aprovada e que hoje as crianças são asseguradas por lei – apesar de todos os dias muitas crianças serem violentadas, molestadas e agredidas (verbal e fisicamente) dentro e fora de suas próprias casas.  Vamos fazer com que essa data seja  lembrada todos os dias, não pelo fato dos presentes e do simbolismo, mas sim,  para garantir que todos esses direitos “del niño”se cumpram.  Toda criança tem direito de muitas coisas, especialmente de serem amadas e protegidas dentro e fora de seus lares!

Feliz dia Del Niño à todas as crianças, mexicanas ou não, e especialmente aos meus filhos amados, João Vitor e Rafael.

Segue um vídeo da canção dos Direitos da Criança, espero que gostem! :)

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Tudo junto e Misturado!

“Tudo Junto e misturado é o tema desse meu post porque no decorrer da leitura vocês vão perceber que Euzinha aqui fiz um apanhado de alguns lugares de Celaya. Achei interessante mostrar um pouco da diversidade da “Cidade” em um só post! Animo! Conheça mais uma das minhas aventuras mexicanas!” :)

Obras do Museu de Celaya e Estátua do Papa João Paulo II no Jardín Principal

Um dia desses resolvi andar um pouco pelo Jardin Principal, no centro de Celaya para tentar ver as coisas com outros olhos – como outros olhos? Eu explico. Quando cheguei a Celaya e estava em pânico para voltar rapidamente ao Brasil, todos os lugares que eu conhecia achava pavoroso – e esse lugar podia ser do melhor, até do pior lugar. Tá certo, já sabemos que geofisicamente a Cidade não é bonita. Na verdade ela é bem, como posso defini-la? Excêntrica. Então, qualquer lugar que eu pisasse, qualquer comida que eu provasse ou qualquer coisa que eu visse achava horrível. Para se ter uma idéia, até a água eu achei diferente! Por isso decidi (já faz um tempo) encarar a cidade que me acolheu (e que eu acolhi de outra forma), já que vou passar um bom tempo por aqui. A  decisão  de tirar de vez da cabeça e do coração o tal preconceito que eu sentia pela cidade desde que pisei aqui em solo mexicano, foi de longe a mais acertada.

Passada essa fase de mudança, a cada dia descubro coisas novas aqui e também conheço lugares que nem imaginaria que existissem. Uma ruazinha aqui, outra acolá. Um templo (igreja) diferente ali, uma nova praça. Até o sabor do sorvete que eu não tinha gostado ao princípio, hoje sinto diferente. E assim é. Conhecendo, desbravando e me animando um pouco mais com “Celayork” (apelido carinhoso que alguns brasileiros batizaram a cidade de Celaya) vou vendo que nem tudo era tão ruim assim e que podemos com um pouco de boa vontade se adaptar a outras culturas e uma nova forma de vida. É muito importante que para qualquer pessoa que vá viver em outro país, seja ele qual for,  tenha em mente que tudo é diferente. O importante é que você vá de coração aberto e aceite sem preconceitos tudo de novo que irá conhecer. Friso muito isso porque eu perdi muito tempo tentando me convencer de que só o meu país seria bom para mim e a história não é bem assim. Claro, não existe nada comparado em estar na Pátria Mãe, mas existem países que também nos fazem sentir em casa e no meu caso o México me faz sentir assim – já o considero como minha segunda Pátria, mas isso só aconteceu depois que eu resolvi aceitar o país de verdade.

Mas voltando ao “recorrido” pelo centro de Celaya, o Mercado Morelos é um Mercado Municipal com frutos do mar, carnes e também flores. Confesso que não gosto muito desses lugares por causa do cheiro forte, mas tive que ir conhecer. O que me chamou bastante a atenção foi um altar lindo de Nossa Senhora de Guadalupe dentro do estabelecimento. O centro de Celaya tem seu lado histórico, com templos, museus, jardins e algumas esculturas (tem até uma do Papa João Paulo II), mas também tem seu lado bem popular, meio 25 de Março – claro, tudo em menores proporções do que uma imensa São Paulo. Nesse dia, resolvi até conhecer o “Museo de Celaya” – já havia ido a vários outros, em outras cidades, mas esse de Celaya não conhecia. O museu tem um apanhado geral da história da cidade e é bem pequeno, mas me impressionou ver telas de LCD espalhadas por todas as salas do percurso com informações em  Espanhol (claro!) e Inglês. Outro bairro da cidade chamado “Alameda” também me chamou muita atenção por sua beleza. Um lugar com algumas igrejas e na praça principal do bairro muitas árvores, esculturas espalhadas e organização. Tem cafés, pizzarias e sorveterias na quadra dessa praça.  Alguns “celayenses” costumam passear no fim de semana e levar as crianças para brincar e assim passam algumas horas do dia descontraindo no bairro Alameda.

Praça Alameda

“E assim, depois de aceitar o lugar que eu e a minha família vamos viver por alguns anos começo a me sentir mais parte de Celaya. É como se com a quebra do meu preconceito, nascesse outra cidade com uma nova roupagem”.

 Interessante né? E você, já passou por situações parecidas onde você se sentia um peixe fora d água? Conte sua história, comente! É quebrando os preconceitos que vamos conseguir olhar com outros olhos para tudo e todos que nos rodeiam.  :)

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

A Santidade, o Papa!

“Amigos leitores do nosso blog, sei que estou  atrasada com relação a datas, mas não deixaria de postar sobre um evento que foi tão importante para o México. Por isso, quero deixar registrado aqui no “A Grama da Vizinha” esse acontecimento, a vista do Papa Bento XVI ao México.


Com vocês, A Santidade o Papa!” :)

O Papa Bento XVI esteve no México há alguns dias atrás e sua visita foi festejada por milhares de católicos. Ele esteve na cidade de León, aqui no estado de Guanajuto e para que essa visita fosse feita, as cidades que o receberam tiveram que trabalhar muito a questão da segurança. Foram mobilizados cerca de 5,4 mil homens e mais de 80 mil voluntários católicos que foram convocados pela igreja para que o evento fosse realizado.

O sistema de segurança entre as cidade que receberam a visita do Papa foi um grande sucesso. Algumas cidades vizinhas das que estavam no itinerário do Reverendo foram sendo fechadas e o acesso somente era possível com muita caminhada, mas nada que a fé de muitas pessoas não conseguisse superar. Eu, particularmente não fui visita-lo, eu não o acho um dos melhores Papas que a igreja já teve, e também o catolicismo não faz parte da minha fé, mas fé não se discute não é verdade? Acho que as pessoas devem sim buscar estar mais próximas de Deus e cada um acha essa ponte de alguma forma – e para muitas pessoas estar diante da autoridade máxima da Igreja Católica é muito importante.

A visita do Papa ao estado incluiu um encontro com o presidente do México, Felipe Calderón, outro encontro com os bispos da América Latina e do Caribe e uma missa que recebeu devotos de todas as partes do México e teve um público que chegou a quase 700 mil pessoas. Foram distribuídos ingressos gratuitos para que as pessoas pudessem assistir a missa. Não pense que não houve uma trajetória com o Papa Móvel. Houve sim, foi um traslado que ocorreu entre a entrada de Léon e a casa das religiosas do Colégio de Miraflores. Essa foto abaixo foi tirada por uma amiga que esteve bem próxima do Papa Bento XVI em León.

Dentre muitas mensagens que o Papa deixou para o México, uma delas foi para que os mexicanos não se deixem amedrontar pelo mal e que as raízes da fé católica estejam bem firmes para que se floresça um presente e um futuro melhor para todos os mexicanos.

O Papa partiu do México no dia 26 de Março, ao som de Mariachis e com uma plateia de mais de mil católicos – todos para dizer adeus ao Santo Papa. Bento XVI se despediu dizendo: “La gente de México se ganó al Papa… y Benedicto se ganó a los mexicanos”. Depois disso, seguiu sua viagem para Santiago, Cuba.

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Bienvenida Primavera!

Ao som de Mariachis na minha janela essa noite, começo esse post. Tudo é um sinal de que a tão esperada primavera está prestes a nos brindar com sua presença aqui na América do Norte. A primavera é uma data muito esperada e comemorada pelos mexicanos e muitos outros povos da terra.  Essa tradição dos mexicanos é especialmente bonita. É chegado o momento de entoar cantos de agradecimentos à natureza e também de participar de cerimônias de purificação – não só do corpo, mas também do espírito. É o momento ideal para descartar todas as energias negativas, deixar passar as experiências que não foram tão boas e encher-se do “Novo” e de toda a energia positiva que o Sol nos envia.

Alguns mexicanos se vestem de branco e vão se refazer e receber essas novas energias em lugares mais retirados, em contato com a natureza. Muitos procuram sítios arqueológicos para a chegada da primavera. O mais procurado aqui é sem dúvida a Pirâmide do Sol que fica a mais ou menos 45 minutos da Cidade do México. Ali, muitos mexicanos e turistas vão esperar o equinócio da primavera, que é o momento em que o Sol atravessa o Equador na direção norte. Esse momento que marca o início da primavera no dia 21 de marco ocorrerá a 07h32min no Centro do México. O Equinócio acontece somente duas vezes ao ano. Primeiro 20 ou 21 de Março (esse ano 21), e 22 ou 23 de setembro de cada ano. Esse é o momento em que os polos da Terra se encontram em igual distância do Sol, caindo assim à luz solar nos dois Hemisférios ao mesmo tempo – o equinócio acontece nas mudanças de estação contrária em cada Hemisfério da Terra.

Não importa se você está no México ou não, ou em que lugar do mundo você se encontra. O importante com toda essa história é de fato tirar proveito do conhecimento. Nesse momento de ritual e crendices para muitos povos da Terra, não importa a sua fé, o ideal é esperar a chegada da primavera ou do outono (ou de qualquer outra estação, não importa!) com muita paz e amor, parece clichê, mas é verdade. Trazer pensamentos positivos no coração e fazer uma prece de agradecimento. Acredito que tudo que nos rodeia têm um sentido especial e merece nosso agradecimento. Isso nada tem a ver com religião e sim com uma energia maior que nos rodeia e não necessita ser rotulada,  porque como já disse “É MAIOR”.

Desejo a todos os nossos leitores da  “A Grama da Vizinha”, que a Primavera traga muitas “bendiciones” e que  floresça cada um dos seus, dos nossos sonhos. É o momento de renovar as energias e reciclar os pensamentos. Então, vamos comemorar muito a entrada da Primavera.

Que seja Bienvenida Primavera!

Abraços!


Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Feijoada a moda Mexicana!

Dia de Feijoada com os Brasukas de Celaya!

Nesse fim de semana, os brasileiros-celayenses (rsrss!) se reuniram para saborear e matar a saudade de um prato típico brasileiro – A Feijoada!

Esse encontro foi mérito de todas as brasileiras que vivem aqui, com isso pudemos matar a vontade de comer essa delícia brasileira.

A história de fazer uma feijoada no México começou quando eu fui de férias ao Brasil em julho de 2011. Eu sentia muita falta de comer couve-manteiga, (porque aqui no México não existe couve, pode isso?) então resolvi arriscar e trazer aqueles pacotinhos de sementes – não sei como, a fiscalização não detectou os pacotes escondidos no meio das minhas roupas e nem os raios-X por onde passam as bagagens.  A verdade é que é proibido trazer sementes de outros países nas malas, seja de mão ou não. Existem alguns ítens proibidos inclusive as sementes e as carnes. Se você vai viajar para outro país é bom conferir essa listinha de coisas que pode e não  pode levar ou trazer de um país para o outro para não se deparar com um problema antes de embarcar. Deve-se tomar muito cuidado com o que se leva, inclusive com a bagagem de mão. As regras não mudam muito de uma cia. para a outra e antes de embarcar é sempre bom saber exatamente as normas para não ser pego de surpresa e ter que se desfazer de algumas de suas coisas no meio do caminho. :) Mas voltando a feijoada…rsrs, eu trouxe as sementes do Brasil e dei um pouco para algumas brasileiras plantarem, assim as chances dos pés de couve nascerem seriam maiores do que se só eu plantasse! Até  a couve nascer, deu tempo de organizarmos tudo (e como deu!). Nos juntamos na casa de outra brasileira, a “Célia” e cada brasileiro contribuiu de alguma forma. Alguns levaram as bebidas, outros as frutas e outros ainda levaram a sobremesa.

Passamos uma tarde agradabilíssima, matamos um pouco a saudade da terrinha, comemos feijoada com farofa e couve e ainda falamos português. Só de lembrar, eu fico com água na boca! Aproveitei muito, afinal é raro ter esse prato maravilhoso nas nossas mesas aqui no México.

 

Os encontros com os brasileiros encurtam um pouco a distância com a terrinha e sempre que é possível, seja para comer feijoada ou pizza, a gente se reúne. Acho que pra quem vive fora da sua pátria-mãe, o melhor é sempre buscar brasileiros no mesmo lugar que se está morando. Sempre, sempre mesmo irá ter algumas famílias de brasileiros espalhados por esse mundo. Nos momentos de tristeza (porque eles acontecem sim!) é bom ter gente “da sua gente” por perto. Alguém que fale a mesma língua e que te compreenda porque sabe exatamente o que você está passando, afinal eles também passam pelos mesmos momentos e conseguem entender normalmente a situação. A amizade verde-amarela nos fortalece e quebra o maior galho! :)

E você que vive fora do Brasil, do que você mais sente falta? Tem amigos brasileiros no país que vive atualmente? Conte sua história pra gente! :)

Maira Gardini, direto de Celaya, México.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook