Arquivo por Autor

Os frutos da hortinha “Kiwi-leira”! Bye bye Nova Zelândia!

Após minha chegada ao Brasil (depois de longos dias), resolvi fazer meu post de despedida. É difícil me desligar e finalizar aqui no blog uma experiência tão marcante para mim, ainda mais sendo a primeira viagem ao exterior.

Antes de viajar imaginava um bicho de “8” cabeças chegar a um país sem conhecer ninguém, sem falar a língua nativa apenas com a mala na mão e muita coragem no peito. Mas pelo contrário… A adrenalina da chegada e dos primeiros dias são indescritíveis.

Vista panorâmica da cidade de Auckland e Bandeira da NZ.

O tempo passou tão rápido, tantas coisas aconteceram. Conheci diversas culturas e costumes, aprendi gírias de outros países e principalmente aprendi a me virar sozinha e não depender de ninguém.  Esta viagem me fez enxergar que o mundo é muito mais do que imaginava e nem sempre o modo que vivemos ou que fazemos algo, é o melhor (ou pior), mas podemos buscar viver melhor. Sem querer, acertei em cheio na escolha do país e entendi que qualidade de vida importa e muito! Com certeza voltarei a este pais tão encantador.

Chegar ao Brasil foi um mix de sentimentos “quero voltar para Auckland” com “que bom que estou em casa”.  O clima e as pessoas lembram muito o Brasil, digamos que a NZ é um Brasil que deu certo – seguro para se viver, sem corrupção (aparentemente), sem pobreza… Não é à toa que os kiwi e os maoris tem orgulho do país em que vivem.  Também tenho orgulho de ser brasileira, mas sem dúvida, temos muito a melhorar.

Só tenho de agradecer a hospitalidade e a todos que me ajudaram (desde motoristas de ônibus e gerentes de lojas) e principalmente a minha Home Stay. Sem contar família e amigos que me deram o empurrão inicial. Obrigada.

Eu e os Parsons! (home stay)

 Como dito, esta foi a primeira de muitas hortinhas,  então certamente vocês me acompanharão por aqui em breve (em breve mesmo…).

“See you”!

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!


Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Home, sweet homeSTAY.

Quem viaja ao exterior para estudo tem algumas opções de acomodação, mas a opção que te dá mais vivência e proximidade com a cultura em questão sem dúvida é se hospedar em homestay. Você acaba vivendo, respirando, comendo e no meu caso “brincando”, utilizando a língua nativa e absorvendo tudo sem perceber. Fui premiada com uma família completa – Pai, mãe, 2 irmãos 1 irmãzinha e de quebra uma vovó. Foram extremamente acolhedores e compreensivos com meu “sorry i didn’t understand” (e olha que foram muitos).

A estrutura da casa era maravilhosa. Havia mais ou menos uma divisão – andar de cima para a família e na parte de baixo, onde dividi com uma outra estudante, uma mini casa com quarto individual, sala de estudos, banheiro e uma cozinha. Um luxo!

No primeiro dia, os “Parsons” (sobrenome da família) fizeram questão de nos levar (eu e a outra estudante) para um belo e inusitado passeio. Fizemos um pique nique, em uma praia de areia negra e depois uma longa trilha. Este passeio foi ótimo para quebrar o gelo entre todos os envolvidos, principalmente entre eu e a outra estudante da Coréia.

Praia de Areia Negra

Já dá para ter uma ideia de quão fofos eles foram?
Tentei me “camuflar” ao máximo e entrar na rotina deles. Fiz compras com a mãe, preparei uma festa surpresa para a filha, vi filme com as crianças, contei história para dormir…E o mais legal – em inglês (óbvio!)

E parece que me aceitaram. Todos os dias a “Rochelle” perguntava sobre meu dia, o que aprendi, o que fiz, se estava bem… Como minha mãe mesmo. Muitas vezes me senti em casa (não 100% pois isso é difícil). Tentei passar um pouco de minha cultura também como o simples fato de comer abacate com açúcar (na Nova Zelândia eles comem como salada), ensinar a fazer caipirinha e a jogar futebol de botão.

Ai vocês me perguntam – Mari, foi fácil se encaixar na rotina deles?

Eu e os Parsons!

Foi fácil pois estava propensa a este tipo de experiência. Quando você faz um intercâmbio, e se hospeda em homestay, precisa estar com a mente aberta (como dito num post anterior), pois não é um “hotel” comum, se pensar friamente, você invade a privacidade de uma família completamente estranha, em um lugar estranho com cultura (e língua) diferente. Por exemplo: não usam sal na comida e quando usam tempero usam muita pimenta; não bebem suco ou refrigerante, apenas água; os horários são diferentes (as 21h estão todos na cama e eu tinha de fazer silêncio para não acordar as crianças…). São pequenas coisas diferentes que fazem parte da experiência em si – conhecer e aceitar o novo.

Com certeza sentirei saudades da minha “sweet homestay”.

E aí, prontos para embarcar numa aventura dessas? Fiquem a vontade para me enviar dúvidas!

 

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!

 

Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

24h em Auckland

Diversas atividades em troca de muita disposição: isto é Auckland! Atividades acessíveis para toda a população a um custo amigável. E é claro, não poderia deixar de passar estas dicas a vocês…

Antes de mais nada, tomem algumas notas:

  • Auckland é um tanto quanto imprevisível no quesito “tempo”, por isto tenha sempre na mochila um guarda chuva e se possível um cachecol.
  • Após chegar nesta linda cidade, descobri que a camada de ozônio na Nova Zelândia está mais desgastada do que o normal, por isso protetor solar é essencial.

Com um mapa na mão e um confortável tênis no pé, começamos nosso dia!

Manhã

Caminhar e caminhar. Aqui o que não falta são parques para este tipo de atividade.

Monte Eden – É o ponto natural mais alto de Auckland e oferece vista de 360 graus da cidade. Tem um formato de um cone vulcânico com muita grama.

 

One Tree Hill (também conhecido como Maungakiekie) – Colina de 182 metros. No topo da montanha há um obelisco, o qual homenageia o povo Maori.

Como dito acima, existem milhares de parques espalhados pela cidade e todos são maravilhosos!

Tarde

No período da tarde (até as 17h) o comércio está em pleno vapor.

Queen Street – A rua mais movimentada da cidade. Milhares de lojas para todos os gostos e bolsos. Além de turística, a Queen Street concentra os escritórios das principais multinacionais.

Parnell – O Bairro dos alternativos. Lá você encontrará lojas dos designers locais e alguns restaurantes digamos, mais “descolados”.

Devenport – Assistir ao belíssimo por do sol do Monte Vitória é uma excelente pedida. O pôr do sol termina às 20h, por isso fiquem atentos aos horários do Ferry (barcos). Para ir a Devenport você precisará pegar o Ferry no porto.

Cinema no park – Outra opção bem legal, após as compras, é assistir um filme no parque. A prefeitura monta uma estrutura bem legal, com um telão gigante para assistir a diferentes filmes. Confira a programação em http://www.moviesinparks.co.nz/.

Noite

Existem vários pubs diferentes no porto de Auckland. Aí vão algumas opções:

Bar de gelo - Todo o bar é feito em Gelo, desde os bancos até os copos. Você pode permanecer lá por apenas 25 minutos e consumir no máximo 3 bebidas devido ao frio.

Mexican café - Para os brasileiros matarem a saudade da terrinha, este bar mexicano toca forró todas às terças. Muito legal! – www.mexicancafe.co.nz

Sky Tower - Além de apreciar a vista da cidade, você poderá jantar por lá. É uma boa opção para escapar da rotina. www.skycityauckland.co.nz

Outra dica interessante: Nos finais de semana (não todos e em especial no verão) a prefeitura fecha a Queen Street e monta uma estrutura para atividades ao ar livre, com danças, alongamento, pilates, yoga…

A cidade realmente tem muito a nos oferecer!

E aí, dos itens que eu apresentei, quais vocês gostariam de visitar?

“See you”

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!

 

Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

1° Passo – Reconhecimento de área

A primeira coisa a fazer quando se chega a um país, como todo bom novato na área, é pegar os milhares de papéis que o aeroporto disponibiliza. Em Auckland, esta tarefa é ainda mais divertida, pois existe um ponto de informações turísticas no saguão. Cheguei em minha Home Stay com milhares de panfletos, em inglês é claro, e sem entender muito bem onde era cada coisa. Mas como chegar aos principais pontos?

Neste post pretendo “mapear” alguns tipos de transporte, facilitando assim a locomoção dos próximos jardineiros na Nova Zelândia.

Vamos lá?

Transporte Público

Pesquisei muito sobre isto e acredito que, como em qualquer lugar do mundo (as outras jardineiras me corrijam por favor se eu estiver errada), podemos dividir em 2 grupos: Os das cidades grandes como Auckland, Wellington e Christchurch e as demais cidadezinhas de NZ. O país como um todo possui uma vasta linha de ônibus, trens, ferry (barcos) e metrôs. Porém, como dito no post anterior, por aqui as coisas são caras! Devido a pequena quantidade de usuários este meio de transporte é considerado “antieconômico”. Em cada 10 “kiwis“, 11 tem carro, e carro na Nova Zelândia (para um morador) é tão vital quanto o ar que se respira.

Transporte público em Auckland: Posso dizer com segurança que o transporte por aqui funciona (até as 23h, mas funciona!). Os ônibus são extremamente limpos, pontuais, com motoristas educadíssimo e dispostos a te ajudar se estiver com qualquer dúvida. Ande sempre com sua “time table” (mapas de ônibus, ferry, etc.) na bolsa – isto te ajudará com os horários e valores.

AH SIM, importante: aqui você paga por trecho. Quando subir em um ônibus o motorista lhe perguntará para onde vai e lhe passará o valor. Assim que possível compre um HOP (cartão para ônibus) no Britomart ou em qualquer outro lugar autorizado.

Mas, quem é este tal de Britomart? É a principal estação da cidade, por isto guarde este nome. É muito utilizado por aqui.

Britomart

Para os noitadas de sexta e sábado, a cidade oferece alguns ônibus durante a madrugada, mas que não percorrem toda a cidade.

Ferry de Auckland

O ferry (semelhante a uma balsa) é utilizado para atravessar da cidade para as demais ilhas (Waikiki, Devonport…). Vejo muitas pessoas utilizando este serviço todos os dias mas como só utilizei no final de semana, foi super válido. (clique aqui para mais informções)

Dica: Considere a opção de uma boa caminhada.

Ônibus entre cidades

São utilizados entre as principais cidades da Ilha do Norte e do Sul, e os passes econômicos são “bem- vindos” – estudantes têm 20% de desconto e mochileiros 15%.

Este tipo de transporte te dá direito a descer em alguma cidade pelo caminho, e no dia seguinte continuar a jornada. Mas, não se esqueça de reservar o próximo trecho!

Os ônibus funcionam mais ou menos como avião, e possuem assentos limitados. A Intercity Coachlines é o principal operador de ônibus interurbano na Nova Zelândia.

“Transportes alternativos”

Bicicletas, skates e patinites são utilizados pelos Kiwis desde crianças. Adultos de todas as idades também usam estes diferentes meios de locomoção (sim, eles usam patinetes)  para ir as compras e ao trabalho quando a distância não é muito grande.

Trens

Na Ilha Norte existe apenas uma linha (Auckland à Wellington) chamada Overlander. Esta linha não é considerada turística, é utilizada apenas para a simples locomoção.

Já na Ilha Sul existem várias opções – trem de Picton a Christchurch (Tranz Coastal), cuja viagem é feita beira mar, com visual belíssimo, e Christchurch a Greymounth (atravessando os Alpes) – TranzAlpine. Essa viagem é considerada uma das mais belas do mundo. Vale a viagem!

Se for fazer alguma viagem  rápida no final de semana, sem dúvida, alugue um carro. Além de mais confortável, é mais barato.

Lugares para utilizar estas dicas não faltarão. Tem muito o que fazer neste país, e principalmente nesta cidade! Veja o vídeo promocional da cidade de Auckland, com os principais pontos turísticos:

Como diriam os nativos, “See you”!

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!

 

Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook

Bem-vindo Aotearoa, Terra da Grande Nuvem Branca ou simplesmente Nova Zelândia!

Meu interesse por este país começou nas noites de sábado quando acompanhava o Campeonato Mundial de Rugby, e conheci um dos melhores, se não o melhor, time de Rugby da história – os All Blacks.

Foi amor a primeira vista!

Grito de guerra utilizado antes de todas as partidas, o Haka:

Kapa o Pango kia whakawhenua au i ahau! All Blacks, let me become one with the land

Hī aue, hī!

Ko Aotearoa e ngunguru nei! This is our land that rumbles

Au, au, aue hā! It’s my time! It’s my moment!
Ko Kapa o Pango e ngunguru nei! This defines us as the All Blacks
Au, au, aue hā! It’s my time! It’s my moment!
I āhahā!
Ka tū te ihiihi Our dominance
Ka tū te wanawana Our supremacy will triumph
Ki runga ki te rangi e tū iho nei, tū iho nei, hī! And be placed on high
Ponga rā! Silver fern!
Kapa o Pango, aue hī! All Blacks!
Ponga rā! Silver fern!
Kapa o Pango, aue hī, hā! All Blacks!

Quando decidi fazer um rápido intercâmbio para melhorar o inglês e principalmente conhecer outras culturas, não tive dúvida: New Zeland, aí vou eu!

Vista panorâmica da cidade de Auckland e Bandeira da Nova Zelândia

Com um povo extremamente acolhedor e um clima parecido com o do Brasil, esta ilha no meio do oceano Pacífico tem muito a nos oferecer. Esportes radicais, misticismo, contato com a natureza, variedade de comida e é claro contato com diversas culturas. Estes são apenas alguns pontos interessantes que estou notando em minha viagem, principalmente aqui na cidade de Auckland.

Hospedada em home stay, estou conhecendo neste pouco tempo como é a verdadeira vida de um Kiwi (nativo da Nova Zelândia) e sinceramente me apaixonando cada vez mais por este país! Noto uma imensa preocupação com a qualidade de vida, coisa que em São Paulo chega a ser impossível de se ter. Comida saudável e pessoas se exercitando pela rua, fazem parte do cotidiano.

Para este post inicial reservei algumas dicas para quem pretende vir para A Terra da Grande Nuvem Branca (tradução de “New Zeland”):

Tomada na Nova Zelândia

Traga na bagagem um adaptador de tomada universal, pois aqui o formato é bem diferente.

- Tênis confortável é bem vindo por aqui. Mesmo se você não for praticar esportes  traga um par, pois a cidade tem muitas ladeiras.

- Se possível traga uma “graninha” reserva. Não se iluda, as coisas são bem carinhas.

- Para viagens rápidas não há necessidade de habilitar celular, pois a minutagem  (no caso de querer falar com a família) para o exterior (também) é bem cara. Compre cartões avulsos ou utilize a internet.

- Aqui as pessoas levam a sério a questão do horário. Por isto, fique atento a horários de lojas (normalmente fecham as 17h) e o dos transportes públicos. Os últimos ônibus saem por volta das 23h e repito, são pontuais. Procure um dos centros turísticos e pegue um mapa com horários.

- Nos restaurantes a água é FREE!

Tenho algumas outras dicas para dar (que passarei nos próximos posts), mas creio que a mais importante é: Venha de mente aberta. Você conhecerá pessoas de diversas partes do mundo, com crenças e costumes diferentes. Por isso não tenha preconceito, esta troca de experiência é maravilhosa!

A todos que gostam de estar próximo a natureza e ao mesmo tempo viver em um país de primeiro mundo, bem-vindos a Nova Zelândia, bem-vindos a Auckland!

A participação da Mari no blog foi encerrada, mas fiquem à vontade para entrar em contato com ela!


Mari Souza, direto de Auckland, Nova Zelândia.

Post de boas-vindas | Todos os posts | Perfil | Facebook