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Catalunya no és Espanya

Queridos leitores, devo confessar que quando lhes contei que vivia na Espanha, disse uma meia verdade. Para grande parte das pessoas que são daqui a Catalunha não é Espanha! Todo mundo certamente já ouviu falar das intenções separatistas do País Basco, que ganharam o mundo pelas ações terroristas do ETA, mas pouca gente sabe do forte movimento independentista catalão (que é bastante pacífico, ok ?).

Vocês se lembram de quando eu disse no meu primeiro post que a Espanha estava formada por diversos reinos? Pois é, a Catalunha era um desses reinos e nunca encarou muito bem o domínio espanhol. Em diferentes momentos da história a Catalunha se opôs às decisões dos reis espanhóis e pagou um preço muito caro por isso, passou por guerras e perdeu muitos de seus direitos e liberdades nacionais. Mas a coisa não parou por ai…a Catalunha sofreu muito com a Guerra Civil Espanhola e, durante todo o regime franquista, o catalanismo foi fortemente reprimido (entre outras coisas, falar catalão era delito).

O resultado de tudo isso é que boa parte dos catalães não se identifica em nada com a Espanha, não se consideram espanhóis e não querem pertencer à Espanha. Para essas pessoas, a Catalunha é uma nação com sua própria língua, cultura, instituições políticas e direito civil e deve ser reconhecida como um Estado europeu independente. Pode parecer algo muito teórico, mas o nacionalismo catalão está presente no cotidiano das pessoas que vivem aqui e é parte significante dessa experiência que é Barcelona.

Além de questões culturais, os catalães desejam ser independentes por questões políticas e financeiras. Entendem que o Estado Espanhol não reconhece como deveria a cultura e as instituições catalãs e não distribui de maneira justa tudo o que arrecada. De modo geral, os catalães estão cansados de ser uma das comunidades que mais contribui para a economia do país e não receber investimentos na mesma proporção. Muitos acreditam que existe um verdadeiro boicote da Espanha.

É por todas essas razões que no dia 11 de setembro (data em que perderam uma guerra contra Espanha), cerca de 2 milhões de catalães foram às ruas pedir a independência de seu país. Eu acompanhei de perto e isso e segui a manifestação por horas. Resultado: muita emoção e estas fotos aqui:

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Aqui deixo um vídeo com um resumo do último dia 11 de setembro (em catalão):

E o que eu penso de tudo isso? Acho que diferenças culturais e má distribuição de recursos, para quem vem de um país como o Brasil, não são razões para separar-se. Mas a coisa aqui é bastante diferente, o contexto histórico, econômico e cultural é outro. Sinto que essa colcha de retalhos que é a Espanha nunca foi bem costurada e o país nunca se unificou de verdade. Com exceção dos bascos e dos catalães, o resto do país se considera espanhol, mas antes de serem espanhóis, são andaluzes, galegos, valencianos, navarros, asturianos…No Brasil somos antes de tudo brasileiros.  A mim, particularmente, me entristece muito a maneira como o resto da Espanha encara o movimento independentista, com preconceito e muitas vezes ódio. Sem conhecer a Catalunha e os catalães, muitos espanhóis rejeitam absolutamente tudo o que vem daqui (a recíproca muitas vezes é verdadeira). Não entendem que os catalães não querem independência dos espanhóis, mas a independência da Espanha como Estado, pela maneira como se formou e pelo que se tornou. É por isso e também porque amo o lugar onde vivo, que mesmo sem entender totalmente suas razões, reconheço que me alegraria ver a Catalunha independente.

Se interessou pelo tema? Este vídeo explica um poquinho mais (sorry, está em english):

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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Ah, o Verão…

O Verão na Espanha deveria ser escrito com letra maiúscula. Não é um nome próprio, mas deveria ser, já que aqui o Verão é quase uma instituição, é O VERÃO. As pessoas passam o ano inteiro esperando por essa estação, pois é o único período de férias que têm (em agosto tudo para, TUDO) e o país inteiro se enche de alegria. :) Sabe aquela euforia que sentimos quando está chegando o Natal, o Ano Novo e as férias de janeiro? Multiplique por 1000!

E aí, o que você vai fazer esse Verão? O Verão passado fui à Costa Brava. Conheci fulaninho há uns 2 verões. Essa música é do verão passado. Costumava ir à casa da minha avó todos os verões! Tenho que terminar isso antes do verão. Eu sei o que vocês fizeram o verão passado (brincadeirinha). O Verão é um marco para os espanhóis e eu já estou entrando no clima! Na verdade, não tem como não entrar com um calor desse…

Meu amigos e eu no último São João

O Verão começa oficialmente no hemisfério Norte entre os dias 21 e 22 de junho. É justamente nessa época e não por outra razão que os espanhóis celebram o solstício de verão com uma mistura de tradições pagãs e religião católica. Na noite do dia 23 para o dia 24 se comemora o dia de São João e a chegada do verão acendendo fogueiras, dançando em volta delas e soltando balões (lembra alguma coisa?). Na Catalunha também se vestem de branco, estouram fogos de artifício e fazem desejos! Definitivamente, é uma festa junina Réveillon!

Tudo isso porque o Verão aqui significa renovação. Na fogueira se queimam móveis e todo tipo de objetos velhos, além de pedaços de papel onde as pessoas escrevem coisas do seu presente e passado que não querem para seu futuro. Enfim, é a hora de recomeçar e recarregar as energias para o que vem depois.

Quer saber como rola? Confira o começo do vídeo abaixo:

Aliás, tão de Verão como praia, sorvete e biquínis, são a Eurocopa, o Tour de France e os vídeos que a Estrella Damm lança nessa época, como esse que mostrei. Os vídeos retratam muito bem o conceito de verão que a gente daqui tem. Convido a todos a ver os vídeos dos últimos anos e a conhecer um pouquinho das praias e do estilo Mediterrâneo. Duvido que você não se “caliente” também!

2012 – Mallorca

2011 – Alto Empordá

2009 – Formentera

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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Sant Jordi

Amanhã é um dia muito especial na Catalunha, o dia de Sant Jordi (São Jorge). Há muitos e muitos anos, no dia 23 de abril, homens dão rosas de presente às suas mulheres e as mulheres dão livros de presente aos seus homens. Esse é o verdadeiro dia dos namorados na Catalunha e a data é ansiosamente aguardada por todos. Não é para menos, no dia de Sant Jordi, as ruas de Barcelona se enchem de barraquinhas que vendem livros e rosas e a cidade consegue ficar ainda mais charmosa.

A tradição começou com uma lenda. Conta-se que há muitos anos atrás havia um dragão nas aforas da cidade que estava devorando todas as donzelas da região. Quando já não havia mais mocinhas e a princesa era a única opção que restava, o rei pediu a Sant Jordi que se encarregasse de acabar com a fera. Muito eficiente, Sant Jordi matou o dragão com sua espada e, onde o sangue foi derramado, imediatamente brotaram rosas.

A veracidade da lenda é o que menos importa. O importante é ver como toda a Catalunha dedica um dia a celebrar o amor e a cultura. Sim, amanhã é também o Dia do Livro e, nessa data, os livreiros faturam 10% de tudo o que ganham durante todo o ano. Logo mais vou à rua comprar minha rosa e meu livro para me auto-presentear, espero que o ano que vem eu tenha mais sorte e possa celebrar a data como deve ser, acompanhada….aceito até dragões, hehe.

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Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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A Espanha católica

Penitente em Sevilla por Emilio Morenatti (AP), 2012

Quando escrevi o post de apresentação da Espanha esqueci um pequeno, mas importante detalhe: a Espanha é muito, muito católica. Claro que existem outras religiões, que pouco a pouco vêm ganhando seu espaço, principalmente por conta dos imigrantes, mas a maioria ainda é de católicos e fervorosos. Como no Brasil, os feriados mais importantes são os religiosos, mas a diferença é que aqui o “motivo religioso” é vivido por gente de todas as idades e as tradições são respeitadas e ansiosamente aguardadas.

Palma decorada

Semana Santa, por exemplo, é uma festa muito esperada e começou a ser celebrada desde o domingo passado, o Domingo de Ramos. Durante a Quaresma, os católicos já vinham se preparando e, há muitos dias, comidas típicas vêm sendo vendidas em Barcelona, como por exemplo, os “Bunyols de Quaresma”, um tipo de bolinho de chuva.  Aqui na Catalunha, no Domingo de Ramos, os afilhados dão de presente aos padrinhos uma “palma” toda enfeitada e na Segunda-feira de Páscoa (que também é feriado aqui), os afilhados ganham de seus padrinhos uma “mona”, um mini bolo com uma escultura de chocolate em cima, geralmente de algum desenho animado ou de futebol. Não preciso nem dizer que a criançada fica louca…é divertido ver como grudam os narizes nas vitrines das confeitarias.

Cada região da Espanha tem suas próprias tradições de Páscoa, mas a Semana Santa mais famosa é a da Andaluzia, repleta de procissões e rituais próprios. As celebrações de Málaga, Granada e Sevilla são catalogadas como de interesse turístico internacional e merecem ser vividas por aqueles que estão em território espanhol nesse período. Confiram a entrada da Virgem de Macarena em Sevilla, com destaque para a homenagem super flamenca do minuto 6:09.

Outra celebração muito interessante é a que ocorre em Calanda, cidade aragonesa onde nasceu o cineasta Luis Buñuel, que na Sexta-feira Santa, ao meio-dia, “rompe la hora” com toda sua população tocando tambores ao mesmo tempo. É lindo! Muitos encaram o tocar de tambores como uma espécie de penitência e não deixam de tocar mesmo que suas mãos estejam sangrando.

Mas as festas religiosas não param por aí…Além do Natal, é claro, os dias de São Jorge, São João, São Fermin e de Nossa Senhora das Mercedes são datas muito especiais, com festas próprias, que merecem ganhar um post exclusivo quando estiverem próximas. Outra data que se destaca pela celebração aqui na Catalunha é o dia Santo Medir (3 de março), quando carruagens, caminhões, cavalos e tambores saem pelas ruas e doces são jogados às crianças! Eba!! Reparem no toque brasileiro da batucada do vídeo a seguir…hehe

 

Bom, termino esse meu post religioso com uma curiosidade. Vocês sabiam que os espanhóis celebram os dias dos seus santos? Por exemplo, se alguém se chama Carlos ou Carla, no dia de São Carlos fará uma festa para comemorar o dia do seu santo. É como se fosse um segundo aniversário para os espanhóis, especialmente para as crianças, que esperam um presente e um bolinho nesta data.

Como os espanhóis não são muito originais com os nomes, que são os mesmos de séculos atrás, quase todo mundo tem uma data de santo para comemorar. Franciscos e Franciscas, Juans e Juanas, Pablos e Paulas, etc, têm suas datas garantidas e receberão, pelo menos, um parabéns no dia de seus santos. Mas aqueles com nomes mais excêntricos, sem um santo correspondente, não ficam de fora. Nesses casos as pessoas costumam inventar um dia de santo para ter direito à comemoração.

That’s all folks! Desejo a todos uma Páscoa repleta de chocolate!

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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Barcelona tiene poder

O Ministério da Saúde adverte: Visitar Barcelona pode causar danos ao seu coração.

Barcelona encanta, enfeitiça e entorpece. São poucos os que passam por aqui e não se apaixonam por esse lugar (sou uma vítima assumida). Tanto é assim que é uma das cidades mais visitadas do mundo e a cada ano o número de turistas aumenta. O mais curioso é que não é um lugar paradisíaco ou com um milhão de museus e monumentos importantes. A graça de Barcelona vem de sua atmosfera, seu charme,  sua magia.

http://gacetajoven.com/escapadas/barcelona-una-ciudad-con-muchas-ciudades/

Vista do Parc Guell

Cada esquina é uma surpresa arquitetônica, um deleite musical ou uma linda manifestação de arte. Barcelona transpira arte. A cidade é colorida e as pessoas, as ruas, os bares e as lojas têm estilo. Barcelona tem praia e tem montanha, tem construções históricas e ultramodernas, hippies e yuppies, tem o caro e o barato, o bonito e o feio, tudo em perfeita harmonia…

Idoso sentado na Barceloneta

Apesar de ser a segunda maior cidade da Espanha, ser super cosmopolita e repleta de atrações para todos os gostos, Barcelona conserva um ar de cidadezinha do interior. Aqui as pessoas conhecem os vizinhos (e fazem fofoca deles), compram na lojinha do bairro, fazem a maioria das coisas a pé e as crianças brincam tranquilamente nas pracinhas. Todo dia eu encontro alguém conhecido na rua.

Barcelona ainda tem inúmeros imigrantes de diversas partes do mundo que preservam sua cultura e também milhares de turistas de todas as nacionalidades.

De verdade, é uma mistura muito louca! E sabe o que é mais legal? Não se vê conflitos. É comum ver velhinhas de 80 anos sentadas ao lado de casais gays, mães mulçumanas convivendo com mães espanholas, africanas… O cidadão repleto de piercings, tatuagens ou dreads não choca, assim como as meninas que saem de casa de pijama ou despenteadas. Até há um tempo atrás, era permitido andar nu pela rua ou na praia e isso não era o fim do mundo. Cada um fica na sua e não repele ninguém. Você sai do jeito que quiser na rua e sequer se sente observado. Se existe preconceito, não é manifestado publicamente.

Ramblas

Morar aqui é realmente um privilégio. O transporte público funciona, não há violência (furtos são o problema da polícia daqui), o clima é bom e existem milhares de opções de lazer. Bibliotecas, teatros, cinemas, exposições, museus, shows, festivais, feiras, bares, restaurantes, festas, festas e mais festas. Aqui o tédio não tem vez!

Ok, esse lugar deve ter algum defeito… Claro que tem! Os bancos e a maioria dos órgãos públicos fecham às 2 da tarde, os supermercados às 9 da noite, a vizinhança reclama de barulho e o atendimento em geral é ruim. Além disso, muitos apartamentos são escuros e é bastante caro alugar um lugar para morar. Mas de verdade, nada disso me importa, para mim o único defeito de Barcelona é que a minha família não está aqui.

Feita essa pequena introdução, pretendo contar a vocês em detalhes como é a experiência de viver em Barcelona, com todos os seus altos e baixos, contar um pouquinho da história da cidade, sua cultura e o que rola de bom por aqui. Além de dar várias dicas de turismo, claro, mas isso é matéria para muitos e muitos posts!!

Eu poderia seguir falando sobre a magia da cidade e fazer desse post um romance de 100 folhas, mas prefiro deixá-los com 2 vídeos de músicas que descrevem esse poder de Barcelona e fazem isso muito melhor que eu.

A primeira música é um dos temas das Olimpíadas de 1992, “Gitana Hechicera” ou Cigana Feiticeira. Vejam o vídeo, é um tour completo pela cidade!

A segunda é o tema do filme “Vicky Cristina Barcelona”. Amo essa música porque fala um pouco da minha relação com a cidade. “Por qué tanto perderse, tanto buscarse sin encontrarse….”

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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¡Viva España!

Eu vim para Espanha por amor. Não, não, eu não me apaixonei por um Alejandro, nem por um Roberto e nem por um Fernando (sorry, Lady Gaga). Me apaixonei por um país, por uma língua e por um povo. Talvez seja minha origem familiar, talvez seja coisa de vida passada, não sei, mas o fato é que pisei em solo espanhol pela primeira vez e me senti em casa.

A coisa toda começou em 2008, quando me “auto convidei” para uma viagem que um casal de amigos faria pelos não tão conhecidos sul da França e sul da Espanha. Depois de ouvir alguns conselhos de viajantes bem viajados, dei um jeito de conhecer também Barcelona e Madrid.

Granada, um dos destinos da minha primeira viagem à Espanha.

Foi amor à primeira vista! A viagem foi incrível e eu vivi momentos inesquecíveis, conheci lugares e pessoas fantásticas e deixei a Espanha com a certeza de que iria voltar para morar. Dito e feito! Consegui realizar meu tão sonhado intercâmbio em um lugar tão especial para mim.

Mas, peraí…a Espanha é tudo isso mesmo? Para mim sim!! Eu lamento que todo o meu conhecimento sobre este país se limitava ao que aprendi na escola sobre o período das Grandes Navegações. A grande verdade é que este lugar é uma linda mistura de povos, culturas, línguas, belas paisagens, boa comida e muiiitttasss festas. Se existe algum país que se parece com o Brasil na Europa, esse país é a Espanha! Para bom e para o ruim também!

Sabe todos aqueles clichês que temos sobre a Espanha: flamenco, paella, sangria, siesta, touradas e “sangre caliente”? São todos verdadeiros, mas representam apenas uma pequena parte deste imenso mosaico cultural.

Para quem não sabe, a Espanha era no passado um conjunto de reinos independentes, dentre os quais estava o de Portugal. Antes disso, esse território havia passado pelas mãos de romanos, gregos, cartaginenses, visigodos e muçulmanos, até que houve a chamada Reconquista pelos cristãos. Os reinos e principados cristãos foram se desenvolvendo e se concentrando até que, com a unificação dos coroas de Castilla e Aragón, o país se formou como tal.

Não pretendo entrar em muitos detalhes sobre a história nesse primeiro post, mas essa formação peculiar da Espanha é essencial para que possamos entender alguns porquês do país ser como é. A história remota e a história recente deste lugar, que inclui uma guerra civil devastadora e uma ditadura quase eterna, se refletem em muitos detalhes, fazem parte da memória de muita gente e provocam sentimentos que são repassados de geração em geração.

É por conta deste processo histórico, por exemplo, que hoje na Espanha existem 5 línguas oficiais: o Catalão, falado na Catalunha e com variantes nas Ilhas Baleares e Comunidade Valenciana;  o Vasco ou Euskera, falado no País Vasco e em parte de Navarra, o Galego, falado na Galícia, o Occitano ou Aranês, falado no Vall de Arán e em Lleida e o Castelhano, popularmente conhecido como Espanhol e falado no resto do país.

Em toda Espanha, no entanto, se fala e entende o Castelhano. Nos lugares em que há mais de uma língua oficial todas as pessoas são bilíngües (bem, quase todas) e possuem o incrível dom de passar de um idioma a outro em alta velocidade, automaticamente. Eu acho isso o máximo!

Bom, este é apenas um dos aspectos curiosos que pretendo contar a vocês de pouquinho em pouquinho, para que possam ir se apaixonando também por este lugar. Antes de terminar este primeiro post, porém, gostaria de passar algumas informações básicas do país. Vamos lá:

Nome : España ou Reino de España

Capital: Madrid (terra das fiestas e das tapas)

População: 47. 190.493 (são pouquinhos, né?)

Território: 504. 645 km2 (você atravessa o país em carro, fácil, fácil)

Forma de governo: Monarquia parlamentaria (ainda estou tentando entender como funciona a política por aqui)

Divisão política: Comunidades Autônomas (digamos que são como nossos estados, mas com um pouquinho mais de liberdade na hora de legislar).

Economia: Agora vai de mal a pior. A Espanha foi realmente afetada pela Crise Mundial de 2008 e está longe de se recuperar, mas não deixa ainda de ser uma das grandes economias do mundo.

Clima: Bom, isso varia de região para região, mas aqui tem muito sol e também neve. Quando é verão é um forno e quando é inverno, uma geladeira.

Paisagem: De tudo um pouco, belas praias, montanhas e campos garantidos.

Bom, por hoje é só pessoal! Deixo vocês com um vídeo turístico da Espanha para encerrar em grande estilo. ¡Olé!

Vivian Aggio, direto de Barcelona, Espanha.

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