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Green Card – A Novela!

Primeiramente, peço desculpas aos leitores do blog pela ausência, mas foi por uma boa causa e vou contar para vocês um pouco sobre a minha novela: Green Card (visto de residência permanente)!

Como alguns já sabem, eu e o Jon (americano) nos casamos em Julho de 2011, meu visto de turista ía vencer e eu ía ter que voltar para o Brasil, pois não queria ficar aqui nos Estados Unidos ilegalmente. Então, o fofo do meu hoje marido, me pediu em noivado dia 09 de Julho e nos casamos em 22 de Julho, pois segundo ele, se eu fosse para o Brasil eu não voltaria mais! Simmmmmm… imaginem a correria que foi! Aqui nos EUA, para casar, primeiramente você precisa de uma autorização do Town Hall (tipo uma prefeitura) da cidade onde você reside.

Assim que a autorização é dada, você já pode marcar o casamento! Marcamos o casamento para o dia 22 de Julho, uma semana depois que recebemos a autorização. Graças a minha sogra, tivemos uma recepção num restaurante para a família e amigos. E o casamento foi somente no cartório, no dia mais quente em 54 anos aqui em Nova York!

Casamento Jon e Yuri

Uma semana depois do casamento, encontramos com uma advogada de imigração que nos deu todas as informações sobre como obter o Green Card. E ela já tinha alertado que o processo poderia durar até 8 meses, então para avisar minha família que talvez não estaria no Brasil para o Natal. :(

O primeiro passo para começar o processo, é fazer um exame de saúde obrigatório. Tive que tomar uma vacina para whopping cough (coqueluche) e fazer o teste de tuberculose. E claro, passar pelo médico que anotou todo o meu histórico de problemas de saúde na família. Em uma semana tive que voltar lá para pegar o resultado, estava tudo certo, o médico entrega os resultados numa carta selada (não pode abrir de jeito nenhum!) e uma cópia. Chegando em casa, para a “NOSSA ALEGRIA“, o médico tinha escrito o meu sobrenome errado! Tive que voltar lá para ele corrigir, e levou mais uns 4 dias para ele entregar.

Depois de preenchido os formulários e ter todos os documentos em mãos, enviamos tudo para a advogada que deu início ao processo.

Em Outubro, recebi uma carta da imigração para coletar as minhas impressões digitais. Fui até o prédio da imigração em Port Chester, uma cidade cheia de brasileiros aqui em NY, e o atendimento foi super rápido e para minha surpresa, a moça que coletou minhas digitais e informações, era brasileira! Isso facilitou e muito, pois ela me deu várias dicas e nada como ter um brasileiro a seu favor ! :)

Em 27 de Dezembro, recebi a minha permissão de trabalho! Fiquei muito feliz, pois era o meu primeiro documento aqui nos EUA! A pergunta é. E aí você começou a trabalhar? A resposta: Não! HAHA

No final de Fevereiro, recebi a cartinha tão esperada: Agendamento da entrevista do Green Card! A data: 15 de Março.

Na verdade, não precisamos nos preparar tanto, pois praticamente sabemos tudo um do outro, a única coisa que tive que fazer foi um álbum com todas as nossas fotos, para provar que somos casados por amor e não pelo Green Card. ;)

A entrevista foi em Manhattan, a advogada nos acompanhou e alertou que poderia ser uma longa entrevista, longa espera… e então, fomos chamados em menos de 15 minutos! O entrevistador era um Indiano que a princípio pareceu bem sério e malvado, mas depois da primeira pergunta para o Jonathan, de como nos conhecemos, começou a ficar mais “amigável”. Até fez algumas piadinhas! A entrevista não durou mais do que 5 minutos, e no final ele me deu parabéns e disse que meu Green Card tinha sido aprovado! Ele até carimbou meu passaporte com um Green Card temporário falando que eu podia ter uma segunda lua de mel e viajar para fora do país naquela noite mesmo. Mal sabe ele que não tivemos nem a primeira lua de mel! Rs…

O entrevistador explicou que o cartão é válido por dois anos, e antes de completar estes dois anos, preciso revalidar o cartão para não perder a residência permanente. Assim que completar 3 anos de Green Card, quem é casado com cidadão americano (meu caso) já pode aplicar para a cidadania americana.

Modelo - Green card

Em exatamente uma semana, o Green Card chegou aqui em casa, e imediatamente comprei minha passagem para o Brasil. Estou chegando no final de Abril, sou a ansiedade em pessoa, morro de saudades da minha família, minha cachorra e meus amigos!

Algumas dicas para aqueles/as que estão passando por isso também:

 - Paciência. Muita paciência, pois o processo é lento e o meu, por exemplo, durou exatamente 7 meses;

- Se tiver dinheiro, contrate um advogado. É um pouco caro mas vale a pena, pois ele vai fazer todo o processo e se responsabilizar se algum formulário for preenchido errado e vai fazer cópias de todos os documentos, assim, no dia da entrevista você não precisa se preocupar com que documentos levar, apenas os originais;

- Assim que casar, abra uma conta conjunta, faça cartão de crédito conjunto, mude algumas contas da casa para seu nome, faça uma assinatura de revista em seu nome, enfim, algumas provas que vocês moram juntos mesmo;

- Fotos e mais fotos, muitas fotos do casal com amigos, com a sua família, com a família do parceiro…;

- Junto com o primeiro formulário de preenchimento, peça a autorização de trabalho e a autorização para deixar o país, pois durante todo o processo você não pode viajar para fora dos EUA;

- No dia da entrevista, muita calma e responda somente o que o entrevistador perguntar. Faça contato visual o tempo todo;

- Para os curiosos sobre o que ele nos perguntou: Como nos conhecemos, o que ele viu em mim que fez com que ele se casasse comigo e não com outra pessoa, mesma pergunta para mim, e se em 5 anos, eu vejo que vamos ter algum problema por choque cultural do meu país com os EUA.

- Assim que o entrevistador começar a te perguntar se você veio pra cá pra roubar, matar, se prostituir, respire fundo e comemore, pois a entrevista tá acabando!

- BOA SORTE! :D


Patricia Yuri, direto de Nova York, E.U.A.

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Carnaval na Terra do Tio Sam! Mardi Gras!

Todos os anos, mais de 4 milhões de pessoas do mundo todo se reúnem em Nova Orleans para participar do que é normalmente chamado de “a maior festa livre do planeta”, o festival de Mardi Gras, também chamado de Carnaval em alguns países.

Em janeiro, na cidade de Nova Orleans, inicia-se uma variedade de festas que chegam ao clímax com o Dia de Mardi Gras, ou terça-feira de Carnaval (chamamos de terça-feira gorda), um dia antes da Quarta-feira de Cinzas e da Quaresma. Por aproximadamente 2 semanas antes da terça-feira de Carnaval, moradores e visitantes divertem-se nos inúmeros desfiles, com criativos carros alegóricos que carregam participantes fantasiados, jogando colares de bolinhas coloridas (chamamos de beads) e outras bugigangas nas multidões superanimadas.

Colares do Mardi Gras

 As festas vão pela noite adentro enquanto os festeiros buscam pela típica música de Nova Orleans, bem como pela comida típica da cidade. As cores oficiais do Mardi Gras são: dourado que significa poder, verde que significa fé e roxo que significa justiça. A tradição da nudez no Mardi Gras em New Orleans vem de muito tempo, registrada pela primeira vez em 1889 com mulheres mostrando os seios, e hoje em dia, na maioria universitárias, mostram os seios para ganharem o  famoso colar de bolinhas.

As festividades começam em Nova Orleans todos os anos em 6 de janeiro, no Twelfth Night feast of the Epiphany, dia que, de acordo com a tradição, os 3 reis magos visitaram Jesus Cristo pela primeira vez. Mardi Gras, terça-feira de Carnaval em francês, é o principal dia da temporada. O Mardi Gras tem origem no paganismo e no pré-cristianismo, mas mesmo assim a Igreja Católica Romana legalizou o festival como uma rápida comemoração antes da Quaresma. O dia do festival de Mardi Gras, feriado oficial em Nova Orleans, ocorre 46 dias (os 40 dias de Quaresma mais 6 domingos) antes da Páscoa, podendo ser de 3 de fevereiro a 9 de março.

Aqui em Nova York, por exemplo, o Mardi Gras não é comemorado nas ruas, apenas em pubs. Caso visite os EUA nesta época do ano, sugiro visitar Nova Orleans e ver de perto esta festa que não é como o nosso carnaval, mas é muito interessante de se ver e participar!

 Veja o vídeo abaixo (em inglês) e conheça um pouco sobre essa festa!

 

Patricia Yuri, direto de Nova York, E.U.A.

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Football. A paixão dos americanos!

Que os americanos amam esportes, isso todos sabem. Aqui nos Estados Unidos o esporte é super incentivado desde a escola. Tem um canal de TV chamado MSG Varsity que mostra os campeonatos esportivos das High Schools (o nosso colegial) e nos canais normais de esportes passam os campeonatos das universidades, que são bem famosos. Em grandes supermercados, como Walmart, e lojas de roupas como American Eagle, vendem camisetas dos times das Universidades. Times de baseball, basquete, hockey, lacrosse… mas nada como o Football.

No domingo passado, dia 05 de fevereiro, além de comemorar meu primeiro ano aqui nos Estados Unidos, foi o dia do Super Bowl, a final do Football americano. Neste ano, os times que foram para a final foram New York Giants e New England Patriots. Apesar de gostar também do Patriots, pois o quarterback Tom Brady é marido da brasileiríssima Gisele Bundchen, torci para o Giants, pois além de morar em NY, meu marido Jon é fanático por este time.

Aqui na Terra do Tio Sam, o dia do Super Bowl é só festa! Muitos vão assistir o jogo em bares ou simplesmente organizam uma festa em casa, com direito a balões, enfeites do time do coração e muita cerveja e buffalo wings (as famosas asinhas de frango). Fizemos uma pequena festa aqui em casa, com dois casais de amigos brasileiros e churrasco! Até a Ellie colocou o capacete do Giants para comemorar!

Para nós, mulheres, que não entendemos quase nada de football, o Super Bowl também é legal, pois no intervalo sempre tem um show (neste ano, a Madonna arrasou! Assista o vídeo) e os comerciais são sempre muito legais. Para assistir alguns dos comerciais deste ano e dos anos passados, clique aqui.

Não posso explicar o jogo, pois ainda estou aprendendo, mas caso queira saber mais sobre a história e as regras do jogo, a Wikipedia dá uma ajudinha.

E  neste ano, o time que ganhou o Super Bowl XLVI foi o New York Giants! Não espere ouvir rojões e fogos de artifícios, pois aqui não tem nada disso!

Mas para se ter uma idéia da importância deste evento, hoje o time inteiro do Giants, além do prefeito de NYC desfilaram pelas ruas de New York City em carro aberto às 11hs da manhã, e a polícia estimou um público de cerca de 1 milhão de pessoas!

Go Giants!

Por Patricia Yuri.

 

Groundhog Day… ou simplesmente, O Dia da Marmota!

Você já ouviu falar no Dia da Marmota?! É uma festa tradicional celebrada hoje, dia 02 de Fevereiro, aqui nos Estados Unidos.

Segundo a tradição, as pessoas devem observar a toca de uma marmota, e se o animal sair da toca por estar nublado, isso significa que o inverno terminará mais cedo, mas se estiver um dia ensolarado e o animal se assustar com sua sombra e voltar para a toca, o inverno durará mais seis semanas!

Em algumas partes dos Estados Unidos, como na Pensilvânia, a tradicional celebração começa cedo e reúne em torno de 40mil pessoas. O idioma falado nessa festa, é um dialeto alemão falado na Pensilvânia. Se alguém falar inglês, paga-se uma multa de 25 cents! Os participantes das festa vão vestidos a caráter, como na Alemanha do século 18.

Este evento foi mostrado no filme Feitiço do Tempo, com Bill Murray. Vale a pena conferir!

Veja abaixo um vídeo (em inglês), contando um pouco sobre o Groundhog Day e sobre o famoso groundhog Punxsutawney Phil.

Por Patricia Yuri.

Meu amor por cachorros…

Eu amo cachorros, sempre amei e sempre vou amar. É um amor incondicional, pois mesmo que briguemos com eles, eles sempre estarão lá, abanando o rabinho e prontos para te perdoar.

Sempre tive cachorros da raça Fox Paulistinha, e quando me mudei pra cá, eu tinha a Nina, que comprei quando ela tinha apenas 29 dias! Doeu meu coração ter que deixá-la, mas com certeza, se eu tivesse trazido ela pra cá, quem estaria com o coração quebrado seria meu pai. Então fico tranquila que ela esteja por lá, muito bem cuidada pela minha família.

Depois que eu e o Jon nos casamos, em Julho de 2011, e com a certeza que ficaria aqui nos EUA definitivamente, resolvemos adotar um cachorro. No começo, eu queria comprar um French Bulldog, mas um filhote custa em torno de 3mil dólares!

Foi então que pensamos em Greyhounds, que são aqueles cachorros de corrida. No Brasil, são conhecidos como Galgos. O Jon sempre teve vontade de adotar esta raça, ele tinha até livros sobre o assunto, pois após os Greyhounds se aposentarem, muitos deles são sacrificados. Segundo a NGA (National Greyhound Association), 12 mil Greyhounds são sacrificados anualmente. Dói o meu coração pensar que depois do dono ganhar dinheiro com o cachorro, eles simplesmente são descartados como se não significassem nada.

Aqui nos EUA, existem muitas ONG’s que pegam os cachorros que seriam descartados, cuidam deles até que sejam adotados. Muitos deles chegam nas ONG’s com patas, costelas e outros ossos quebrados. É de chorar de dó.

Então, em Agosto de 2011, entramos em contato com a ONG Greyhound Rescue and Rehabilitation de NY, e adotamos a Teardrop Lass, de 4 anos! Queríamos mudar o nome dela, mas acabou ficando Teardrop mesmo, ou TD (lê-se TIDI) para os íntimos! A Teardrop correu cerca de 130 corridas entre 2009 e 2011 e ganhou muitas delas. Quando ela chegou em casa, ela não sabia subir ou descer escadas, não sabia andar no piso liso de madeira e não sabia o que fazer com os brinquedos, tudo isso porque durante o tempo em que eles são corredores, eles vivem numa pequena gaiola, e só saem para treinar.

Em Outubro de 2011, já apaixonada pela Teardrop, resolvemos ajudar a ONG, “fostering” (cuidar até que encontrem alguém para adotar) a Ellie, uma Greyhound de 2 anos que tinha acabado de chegar de West Virginia. Mas não teve jeito, nos apaixonamos pela Ellie e no Natal, o Jon me deu ela de presente :D O engraçado é que a Ellie e a Teardrop são totalmente diferentes: a Ellie é super brincalhona e palhaça, a Teardrop é mais quieta e calma.

Veja no vídeo abaixo (em inglês), a história da Shaula, hoje conhecida como Squirt, uma Greyhound e ex-corredora que sobreviveu quase 1 mês sem água ou comida e foi resgatada pela ONG que adotamos a Teardrop e a Ellie. Tive o prazer de conhecer essa lutadora pessoalmente, é uma querida que hoje vive no Canadá.

Se Deus quiser, um dia este “esporte” cruel será proibido aqui nos EUA e em todos os países em que é considerado legal.

Por Patricia Yuri.

 

Welcome to the U.S.A.!

 Mudanças são difíceis. Seja de casa, de emprego, de namorado, de marido, de planos, de país… no meu caso, foi de país. Há quase 1 ano morando nos EUA, posso dizer que mudar para um país diferente, onde a única pessoa que você conhece é seu marido, foi realmente muito difícil. Mas como todos dizem que toda mudança vem para melhor, acredito fielmente nisso e estou fazendo valer a pena cada dia que estou aqui, nesta terra chamada Estados Unidos da América.

Como vocês leram no meu perfil, sou paulistana, Relações Públicas, casada com o Jon, mãe da Teardrop e Ellie (duas Greyhounds, ex-corredoras e lindas!), libriana, alegre e de bem com a vida! Ainda estou no processo do Greencard (acompanhe aqui a minha saga) e recentemente recebi minha permissão de trabalho! Viva!

E na minha estréia aqui no blog (obrigada Sâmela e Maira pela oportunidade!) vou listar 10 curiosidades que só quem mora aqui vai entender…

01 – Não pode consumir bebida alcoólica nas ruas – muitas pessoas colocam garrafas/latas em sacos de mercado ou em copos do Starbucks para enganarem a polícia.

02 – Você só compra bebida alcoólica se mostrar o ID (identificação), isso vale tanto se você for a um bar ou danceteria como comprar no supermercado.

03 – Água em qualquer restaurante é grátistap water, ou seja, água da torneira, mas segundo pesquisas, a água da torneira dos EUA é 100% própria para consumo.

04 – Virar a direita no sinal vermelho é permitido –  Imaginem quantos pedestres seriam atropelados se isso fosse permitido no Brasil!

05 – Quando o ônibus escolar PARAR, todos os carros de todas direções são obrigados a parar também – isso atrasa a vida de qualquer um, pois os ônibus param praticamente em todas as esquinas e as crianças não sobem logo no busão!

06 – Nas estradas, você não encontra cachorro morto, mas muitos cervos, guaxinins, gambás, esquilos e outros. Da mesma forma, você encontra todos esses animais no quintal da sua casa.

07 – É obrigatório dar gorjetas (tip) para todos os tipos de serviços – garçons, motoristas de táxis, encanador, camareira de hotel, etc…

08 – A previsão do tempo sempre dá certo – digo SEMPRE! Por exemplo, ontem segunda a previsão, era chover após as 21hs… levei as minhas cachorras para andar às 20h50 e… guess what!? Começou a chover exatamente às 21h08!

09– Ninguém bate palmas no parabéns - No primeiro aniversário que fui, da minha sobrinha Colleen, paguei o maior mico! Quando acenderam a vela, comecei a cantar Happy Birthday e bater palma!

10 – As pessoas saem de casa de pijama – Sim, vão ao supermercado, farmácia, ao banco e todos os locais públicos que você possa imaginar com pijama e às vezes descabelados.

Pois é, são coisas que eu não estava acostumada, mas com o passar do tempo fui acostumando!

E você, caso more ou tenha morados nos EUA, tem algo a acrescentar ou comentar? E você que mora em outros países, tem alguma curiosidade para contar sobre o seu país?

Por Patricia Yuri.